Hoje lá resolvi meter as mãos na massa, ou melhor, na lama. Com o frio que está aqui na oficina, foi precisa alguma coragem para fazê-lo e nem as luvas de borracha me ajudaram; aquilo estava gelado e doeram-me os ossos do braço inteiro, mas lá consegui ir amassando o melhor que pude, o que, pelo menos, sempre deu para aquecer um bocado. Não sei bem se a coisa está a resultar, ao fim de quatro dias dentro de água, pensei que os pedaços de barro seco já estivessem totalmente desfeitos, mas enganei-me e ainda encontrei bastantes grumos, o que não me parece bom sinal… Segundo o meu colega Ivo, o melhor é deixar ficar mais um tempo e depois tornar a amassar. Vou experimentar, a ver no que dá… (o que eu não daria para ter uma fieira! Mas pela maneira como estão as coisas, ainda vou ter muito que penar…)


