Isto é um azulejo pombalino, de rodapé, marmoreado a azul e branco. Encontrámos uma série deles iguais a este in-extremis, pouco antes de todo o 5º piso lá do 88 ser totalmente destruído. Como estavam numa fiada única de rodapé, pintados com tinta castanha, passaram despercebidos na inventariação de todo o conjunto azulejar do edifício e por pouco também nos passavam a nós. Há duas semanas que o 5º andar estava dado por terminado, todos os painéis existentes tinham já sido levantados das paredes e foi o engenheiro da obra, completamente por acaso, que percebeu que os rodapés de madeira de duas ou três divisões lá de cima eram, afinal, azulejos. A camada de tinta era de tal modo que nem as superfícies de junta se percebiam. Bom, o caso é que nos dão jeito; vêm colmatar algumas lacunas dos rodapés de outros painéis e também substituir uma data deles que se encontram com fracturas múltiplas e pequenas lacunas volumétricas de corpo cerâmico. Agora a questão é remover esta tinta, uma parte sai com a espátula e bisturi, mas o resto… não vamos conseguir escapar ao decapante.

Este blog anda bem nutrido! 😉
Esta tudo bem contigo? Beijinho grande *
Pois é! Ao passo que eu estou cada vez mais magra… beijocas!
E quem fez o “lindo” trabalho tinha muito bom gosto. Um castanho-caca fica bem em qualquer lado e então em cima de um azulejo… Ainda bem que tiraste fotografia. Mais tarde, quando contares aos teus netos, sempre podes mostrar o magnífico examplar.
experimenta um martelo-pneumático…