Depois de ter sido completamente apanhada de surpresa com a chuvada de hoje – no telejornal de ontem à noite anunciaram que o sol ia voltar, que as temperaturas aumentavam até ao fim da semana e que chuva, antes de dia 15, não se previa nenhuma -, fiz a agulha do Museu Militar e vim para a oficina. Confesso que estou aqui um bocado perdida; não tenho papelada para tratar, nenhum orçamento para pensar ou relatório para entregar. Já pensei em ir tirar uns desenhos de uns azulejos de uma fachada que preciso para fazer umas réplicas, mas o problema mantém-se – está a chover. E bem. De modo que parece-me que só tenho duas alternativas: ou vou para casa (0 que até seria bem visto, sempre ia fazer o IRS), ou começo a arrumar as coisas por aqui: há bancadas para limpar; frascos, frasquinhos, caixinhas e ferramentas para separar pelas prateleiras e armários, consoante o seu conteúdo – se de restauro ou se de cerâmica -; uns furos para fazer na parede e tralha variada para deitar fora. Isto não querendo falar, claro, nos sete pacotes que comprei há já não sei bem quanto tempo, 90 quilinhos de barro que ali estão à minha espera, empilhados no carrinho de transporte. Se calhar, o melhor será pôr o avental e meter mãos à obra. Mas antes vou aqui ao lado tomar um café e depois pesquisar umas coisas na net.


vai dormir
Era o que devia fazer, era… que a noite passada não foi fácil. Mas por isso vou beber o tal café.