TÉCNICA DA ESTAMPILHA

A técnica da estampilha foi, de longe, a mais utilizada pela maioria das fábricas de produção de azulejaria de fachada do início do século passado, por permitir a produção de azulejos polícromos, de grande efeito decorativo, de uma maneira fácil e rápida. Utilizava-se, para o efeito, uma matriz de papel encerado – a estampilha – onde se recortavam os motivos a reproduzir nos azulejos, previamente vidrados, sobre os quais se colocava. Era com a passagem duma trincha sobre este papel que neles se aplicava a decoração pretendida. Para cada azulejo eram necessárias tantas estampilhas quanto o número de cores ou a própria complexidade do desenho.

Hoje estive a abrir as estampilhas para fazer as réplicas dos azulejos do nº11 a Sta. Catarina. Depois de algumas experiências falhadas com outros materiais mais modernos e resistentes (e de uma bolha no dedo), acabei por utilizar aquele que, no fim de contas, sempre resultou – o papel encerado.

14 thoughts on “TÉCNICA DA ESTAMPILHA

  1. Muito giro. Essa técnica não era só usada nos azulejos. Eu, quando era miúda e estava de férias no campo, vi fazer desenhos assim sobre paredes caiadas de branco, nas salas e até em cozinhas.

      • Olá, A estampilha em cima de cor branca não é papel cavalinho encerado. O que papel branco é esse, onde se compra?

      • Olá, é papel cavalinho, mesmo 🙂 Encerado com cera de encerar o chão. Foi uma experiência que abandonei, mas resultou.

  2. Olá boa tarde. Já vendem esse papel assim? Ando á nora para encontrar papel ou cartolina para estampilhagem.em azulejos. Obrigada

    • Não, não se vende – que eu saiba. O melhor é abrir a estampilha num papel com a gramagem que achar conveniente e depois encerá-lo. Também pode experimentar com folhas de acetato, mas eu não gostei dos resultados…

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