De volta à oficina, depois de três semanas em plena natureza, sem ligação à net nem rede de telemóvel – o que é sempre bom. O pior é o regresso e os primeiros dias aqui, como de costume quando não tenho trabalho obrigatório, são passados a fazer de barata tonta; a reorganizar ideias, a ver onde é que parei e o que é que hei-de fazer. Retomar o ritmo, pronto; custa-me.
Felizmente que, ao abrir o e-mail aqui da Tardoz, depois das tais três semanas de resposta automática activada, a dizer qualquer coisa como estou fora e incontactável, volto dia 26, obrigada, vejo com agrado que tenho mensagens novas, entre as quais uma pequena encomenda para pintar umas plaquinhas em barro, com um pormenor de um desenho retirado de um convite para uma festa que assinalará os 50 anos de um casamento.
Apesar do prazo já não ser muito – têm de ser entregues para a próxima semana – e a tarefa ser repetitiva, aceitei a encomenda. Pelo menos, servem para eu entrar nos eixos. E depois se verá.

