Faz agora um ano que andei em grande produção de peças para vender numa feirinha de Natal; fiz essencialmente pequenas decorações alusivas à época, baratinhas; que pensei terem saída como decoração para uso próprio ou como lembranças simbólicas numa altura em que é suposto as pessoas alargarem os cordões à bolsa e gastarem, gastarem – mesmo não se estando em época de vacas gordas.
Faz agora um ano que não sei o que é que me deu e desatei a fazer estrelas, sinos, bolas e árvores de Natal como se não houvesse amanhã; todos feitos à mão, um a um; seriam quantos, aí uns trezentos? Sei lá; todos únicos; safa!, de tal maneira que apesar de até ter vendido bem, ainda me sobraram uma data deles que agora estão ali guardados dentro de uma caixa, à espera de terem uma nova oportunidade este ano ou outro qualquer – que isto do Natal, até ver, é uma coisa que se repete por esta altura.
O que não me sobrou do ano passado foi nenhum alce – sem dúvida, o sucesso da minha produção natalícia 2013. Apesar de não me apanharem mais em nenhuma feirinha deste género este ano, estou a fazê-los de novo; pelo sim, pelo não. Mas com calma, apenas uma pequena manada de vinte.

