Foram-me entregues estes azulejos para eu fazer réplicas.
São datados de 1907 e no tardoz têm a marca da Fábrica das Devesas. São lindos; adoro! E também são pouco comuns – ou então, eu é que ainda não tinha visto nenhum; estes por exemplo, pertencem a um friso do cimo de uma fachada de um prédio em Lisboa, ali para os lados do Castelo.
Tenho de fazer 18 réplicas, 7 topos e 11 centros. E não faço ideia como.


São mesmo lindos!
Não te parece que as grandes áreas em preto e azul, bem como o pontilhado e os filados pretos, são feitos com estampilha, e depois do detalhes das flores volutas complementados à mão?
beijos e sucesso na tarefa!
Fábio
Olá Fábio, Olá Isabel..saudades luso-brasileiras…
Concordo consigo Fábio, acabamento manual é realmente o que parece considerando as diferenças notórias no traço.
são lindos, também não conhecia…sendo da Fábrica Devesas justifica-se a raridade em Lisboa…
Queremos ver o resultado e porque não o processo que antecede?
bjs
Sofia Tempero
Olá Sofia, vou metendo aqui o processo, claro!
Até breve! E obrigada pela força! 😉
Sim Fábio, é o que me parece… Estampilha e acabamentos manuais, e vidrado transparente com chumbo – super-brilhante. Se bem que a área azul tem um ar tããão liso que quase parece decalque.
Beijos!
Isabel
Boa noite Isabel. É um prazer saber que os azulejos que mandei retirar da fachada estão em boas mãos.
São 90 azulejos divididos em 9 frisos de 10 que encimam os vãos do ultimo andar. Da rua praticamente ninguém os vé. Infelizmente a estrutura de suporte está muito degradada, o que levou a que muitos azulejos tenham caído. Se por acaso os quiser ir ver in loco, por favor contacte-me (tem o meu numero na folha que acompanha estes azulejos), terei todo o gosto. Na restante fachada existem também outros da mesma fábrica, mais comuns. Confesso que foi também uma surpresa para mim ser da fabrica das Devezas. Posso garantir que não existem dois iguais na fachada. Tenho fortes suspeitas que terão sido feitos de encomenda.
Boa noite, Luís Cunha Jorge.
É bom saber que não há dois iguais – estou a fazer experiências de côr e o tom não é fácil.
De momento não tenho disponibilidade para os ir ver, estou com um trabalho em mãos que me ocupa todo o dia – mas depois entro em contacto consigo para me enviar uma fotografia do resultado – se fôr possível. Conto ter as réplicas prontas no fim desta semana.
Cumprimentos!
Boa tarde.
Sou um dos felizes possuidores do catálogo da Fábrica das Devesas; estes azulejos, não fazem parte desse catálogo.
Cumprimentos.
Segundo o arquitecto Luís Cunha Jorge, que está à frente da obra, o trabalho terá sido uma encomenda. Daí não serem comuns nem estarem no catálogo…
Que sorte a sua possuir o catálogo, estou cheia de inveja! 🙂
Cumprimentos e obrigado por espreitar!
Boa tarde Sr. Francisco! Muito obrigado pela sua atenção. Presumo que fale do catálogo de 1910 da Fábrica cerâmica e de fundição das Devezas. Estime-o bem! É uma maravilha folhea-lo. O que consegui apurar até ao momento não foi muito. A data de colocação destes azulejos terá ocorrido aquando de uma ampliação de um edifício Pombalino ocorrida em 1907-1908, que acrescentou dois pisos ao existente. No piso térreo, foram igualmente colocados azulejos da fabrica das Devezas, de padrão e bastante mais comuns. Desse azulejo encontrei outros edifícios, especialmente no Porto com o mesmo padrão. Relativamente aos azulejos que a sr.ª Isabel Colher tem estado a reproduzir, foram aplicados por cima das janelas, em frisos de 10 unidades. O modulo são 3 peças, dois remates e uma peça central. Das Devezas, são seguramente, agora o padrão e em que circunstâncias terão sido executados é extremamente complicado. Procurei saber mais informações, mas, segundo me foi dito, o arquivo da fabrica terá desaparecido impossibilitando uma contextualização. Também o mostruário da fabrica da Pampilhosa não ajudou muito. Todos os azulejos apresentam diferenças entre si. Em todos eles existem diferenças de pintura, na graduação do azul cobalto e nas bordaduras. Tenho constatado que a maioria deles têm defeitos de fábrica, como ocos na massa, empenos ou vidrados mais espessos em algumas peças. Tenho esperança que no Brasil exista algum friso semelhante a este.
Boa tarde.
Gostaria de ter acesso ao catálogo da fábrica das devesas, pois possuo 3 estátuas produzidas neste complexo industrial. Duas, destas 3 estátuas, necessitam de intervenção urgente e só conseguirei refazer algumas das deficiências que possui, fruto do tempo, conseguindo obter a imagem de catálogo.
Agradeço a sua ajuda!
Um bem haja.
Boa noite.
Estou ausente do local onde se encontra o catálogo, de momento não é possível satisfazer o seu pedido, quando isso acontecer envio um mail.
Francisco