Estão prontos os azulejos para o chão da Capela Manuelina, em Sintra. Por mais experiência que tenha, há sempre algumas questões de trabalho que me continuam a escapar e que não contemplo em orçamento – nunca tinha feito chacotas tão grossas, 15x15x2cm e desta vez não me lembrei que poderia vir a ter problemas para as enfornar na cozedura de vidrados; as gazetes existentes no mercado são feitas para chacotas muito mais finas, para 1cm de espessura no máximo. Como sou engenhocas, acabei por conseguir contornar o problema, mas depois percebi que só conseguia enfornar 24 azulejos de cada vez, metade daquilo que tinha previsto inicialmente. Enfim; esta para a próxima não me vou esquecer. (E acabo de me lembrar agora mesmo, tarde demais, que teria sido giro se em vez de gazetes tivesse usado trempes para empilhar os azulejos dentro do forno – aliás, não era assim que se enfornava no séc. XVI? )
Hoje fui à Pena entregar todas as réplicas que me pediram – estes azulejos para o chão, os relevados com a estrela para o altar e ainda as cantoneiras verdes. Ficaram bem; vim de lá satisfeita, com um sorriso nos lábios e o Sol a bater-me na cara ao longo da IC19.


Há 3 anos atrás comprei uma pequena casa no Alentejo, praticamente uma ruína, pelo que, ao construir a casa de banho, pedi a uma profissional do seu ramo, a Cristina Pina (com atelier e venda próximo de São Vicente) – na altura não a conhecia a si – para me produzir algumas centenas de azulejos fabricados manualmente, uns vidrados em tonalidades de verdes e outros em brancos marfim, que foram instalados de forma enxaquetada, como era tradição no passado, e digo-lhe que fazem as delícias de quem me visita, que quer sempre saber onde os consegui eu encontrar.
Refiro o seu blog ou o atelier da Cristina Pina.
Manel
Muito obrigada Manuel! Agradeço todo o trabalho que possa vir.
Cumprimentos!
Isabel
Parabéns. O património agradece e nós também.
Obrigada!