Faz agora um ano andava eu sem mãos a medir, ocupada com a produção de quase 800 réplicas de azulejos que colmatassem as lacunas e substituíssem os originais em muito mau estado de conservação, do painel modernista de 1958, da autoria de Júlio Pomar e Alice Jorge, existente na Av. Infante Santo, em Lisboa.
A minha história com esse painel foi curiosa e até já a contei aqui – primeiro fui convidada pela CML a orçamentar uma intervenção de conservação e restauro dos azulejos que não contemplasse a manufactura de réplicas; dois anos depois fui convidada pela equipa que iria então fazer essa mesma intervenção de conservação e restauro dos azulejos para orçamentar apenas a manufactura das réplicas – e ganhei o orçamento.
O trabalho foi bastante moroso, quatro meses ou mais e durante esse período pediram-me que não o fosse divulgando aqui, como tenho o hábito de ir fazendo. Mas como já passou mais de meio ano sobre a conclusão de toda a intervenção de conservação e restauro dos azulejos, tenciono agora e nos próximos tempos escrever artigos vários que venham a ilustrar todo o processo de manufactura das cerca de 800 réplicas que tive de fazer e que contribuíram para devolver a integridade original do painel.

E ficaram lndos!
Quando contemplamos um painel de azulejos dos muitos que existem na linda cidade de Lisboa, e, a maioria das vezes nem reparamos ,não nos lembramos que para além do que nos é dado observar, há sempre muitas histórias de vida ,muita dedicação e trabalho ,ás vezes até muito sofrimento dos artistas que o produziram… Estive lá hoje podia ter visto…. Fica para a semana… Parabéns Isabel
🙂 Obrigada Domingos! E vá acompanhando os artigos que irei escrever sobre este trabalho, quando vir o painel de perto vai compreender melhor.
É precioso o teu testemunho. Para a compreensão da parte técnica, científica e artística. E é um despertar para a necessidade de preservar o que existe e nos rodeia e que por vezes não valorizamos.
Obrigada 🙂 Este painel estava completamente ao abandono, era uma pena!
Obrigada Luís! Muitas vezes quanto mais à nossa frente estão as coisas, menos as vêmos… Beijinhos!