Depois de alguns testes de cor, comecei finalmente a produzir as cerca de 100 réplicas de azulejos de padrão para a fachada de um edifício em Setúbal – e depois, os 100 frisos que acompanham a padronagem.
Tive alguns problemas com a obtenção do preto, que nunca ficava uma mancha tão escura como a dos azulejos originais – na verdade e ao contrário do que parece à primeira vista, a mancha não é preta, mas sim um roxo muito escuro feito com óxido de manganês o qual, em concentração elevada, chega a ter tonalidades negras.
A questão é que o óxido de manganês é bastante instável e altera facilmente de forno para forno; de fornada para fornada e até mesmo dentro de uma só fornada, dependendo da zona em que é colocado; portanto estou sempre bastante insegura quanto aos resultados que irei ter depois dos azulejos estarem cozidos. A ver vamos.
