E a semana acabou assim: estive a vidrar a peça inferior da réplica do friso cerâmico da Sala Árabe do Palácio Nacional de Sintra e que faz conjunto com esta que já mostrei aqui.
Coisas que hoje aprendi, depois de fazer mal:
- é melhor vidrar primeiro as superfícies laterais e só depois, então, vidrar o fundo e os topos, fica um acabamento mais perfeito;
- para vidrar com trincha parece-me melhor que o vidrado esteja um pouco mais líquido, mesmo arriscando ter de repetir as passagens três ou quatro vezes no mesmo sítio, em várias direcções;
- com a pera de borracha convém que o vidrado esteja um pouco mais cremoso;
- nada como trabalhar com as ferramentas adequadas a cada tarefa e ao fim que se pretende (esta já sabia, mas confirmei);
- melhor trabalhar com luz natural – da parte da manhã, no caso aqui da oficina (esta também já sabia, mas fiz à tarde, com luz artificial);
- já percebi porque é que esta técnica não teve grande desenvolvimento, dá imenso trabalho e demora-se um tempão para fazer um só azulejo, imagino que saíssem caríssimo!
Segue hoje para o forno, resultados só na segunda-feira.
