Em arrumações ontem aqui na oficina, com vista a rentabilizar o espaço, dei-me conta de que neste momento já executei e possuo toda a colecção de réplicas e de moldes de todas as tipologias de azulejos históricos com parras em relevo: não só as mais antigas, do século XVI, realizadas para o Palácio Nacional de Sintra – existentes no Pátio de Diana, na Sala das Sereias e no Quarto do D. Sebastião -, mas também as mais recentes, do século XIX, executadas para o Palácio Nacional da Pena – existentes no Arco do Alhambra.
É engraçado porque executei primeiro réplicas das mais recentes, aqui há três ou quatro anos, e só agora, há pouco tempo, é que fiz as réplicas das mais antigas – as quais terão, certamente, inspirado as outras mais modernas. É engraçado também comparar as técnicas de manufactura das diferentes épocas de fabrico; nas mais antigas pode-se observar que a superfície relevada era trabalhada directamente com vidrados coloridos à base de óxidos metálicos, enquanto que nas mais recentes se utiliza já a técnica da Majólica, onde as cores são pintadas directamente sobre vidrado branco, estanífero, ainda em crú.
