PADRONAGENS

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Estão terminados e prontos a entregar os 150 azulejinhos que fiz por encomenda para o casamento da Violeta e do Matteo, agora no início de Dezembro – a ideia é cada convidado receber um como lembrança deste dia.

Cada azulejinho mede 7x7cm e tem 1 cm de espessura e funciona como um módulo que, por repetição, forma diferentes padronagens. Depois de várias hipóteses, esta foi a minha preferida. E ainda não comecei a misturar cores.

AZULEJINHOS

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Comecei a trabalhar numa nova encomenda que me fizeram há coisa de um mês – uma nova série de azulejinhos totalmente manuais, com 7x7cm cada, que vão ser oferecidos como lembranças de casamento. Cada um deles vai ser pintado com estampilha, de acordo com o motivo que me foi entregue e as cores escolhidas aqui na oficina – 30 verdes, 30 azuis, 30 amarelos, 30 vermelhos e 30 castanhos. 150 no total.

ROSA DOS VENTOS

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Saiu hoje do forno o pequeno painel cerâmico com uma Rosa dos Ventos que fiz em estilo alicatado e que já tinha falado antes aqui.

Cada peça foi cortada à medida, vidrada com uma cor diferente e pintada à mão com o nome de cada vento – de acordo com o projecto que me foi dado.

Está pronto a ser entregue e a seguir directamente para um terraço em Castelo de Vide.

ALICATADO

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Entre a manufactura de fragmentos cerâmicos, a elaboração de desenhos, a preparação de três ou quatro vidrados brancos com tonalidades diferentes e a pintura de réplicas para os painéis do Museu do Azulejo, tenho andado também a trabalhar – muuuuito devagarinho – neste projecto que me foi encomendado em pleno Agosto, o qual avisei desde logo que iria demorar até estar pronto.

Trata-se de um pequeno painel cerâmico com 30x30cm que propus fazer em alicatado; técnica que remonta aos séculos XVI e XVII e que consiste em agrupar pedaços de ceramica vidrada, cortados com diferentes tamanhos e formas, sendo que cada pedaço  é monocromático e faz parte de um conjunto de várias cores, mais ou menos complexo – neste caso, forma uma Rosa dos Ventos.

Neste momento tenho todas as peças cortadas e após algumas experiências, os vidrados também já estão escolhidos – foi-me dada inteira liberdade com os tons, desde que seguisse  as cores do desenho original. Agora falta vidrar peça a peça e depois pintar em cada uma o nome de cada vento. E depois cozer e esperar que corra tudo bem.

Estou contente; é giro este projecto – e finalmente entendi o significado de Tramontana.

PROTÓTIPOS

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Ontem mostrei finalmente os protótipos dos azulejos em meio-relevo, que fiz por encomenda para a galeria Objectismo e que já tinha falado aqui.

Cada azulejo foi vidrado com um branco diferente e depois de encontrar o amarelo pretendido iniciei a pintura, mas deparei-me logo com algumas dificuldades; fazê-la manualmente seria o mais lógico – e foi como comecei – mas depois de pronto o primeiro azulejo percebi logo que iria ter problemas caso me pedissem para produzir uma série deles.

Resolvi passar ao plano B e optar pela técnica da estampilha, a qual não é óbvia quando se está a falar de pintar sobre motivos relevados – convém que a abertura da máscara coincida com o perfil das saliências -, mas após algumas tentativas falhadas, lá acabei por conseguir. O resultado ainda não está perfeito; mas a pintura executa-se mais rapidamente e caso me peçam para produzir uma série de azulejos, o logotipo aparece pintado sempre com as mesmas características.

O cliente viu – e gostou. Escolheu o protótipo com o vidrado branco que mais lhe agradou e  pediu-me para produzir uma série destes azulejos.

 

LOGOTIPO

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Novo projecto em mãos – execução de um azulejo em meio-relevo com o logotipo da Objectismo, uma galeria/loja em Lisboa, que divulga e comercializa cerâmica industrial e  de autor, produzida nalgumas das mais importantes fábricas ou olarias portuguesas entre o início da década de 40 e o final dos anos 80.

A ideia, para já, é apresentar um protótipo; mais tarde talvez se pense nalguma produção.

RESTAURADAS

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Tal como pretendia, acabei o mês de Julho com a entrega das placas cerâmicas que estive a restaurar para o Goethe-Institut de Lisboa.

Subestimei um pouco o estado de conservação de cada uma – múltiplas fracturas – e pensei que demorasse menos tempo com cada uma, mas enfim; acabei-as e entreguei-as no prazo previsto, ainda antes de tirar uns dias para descansar antes de iniciar o trabalho no próximo projecto que se avizinha e que convém começar o quanto antes.

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CHAOS UND ORDNUNG

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Entre outros projectos que tenho agora em mãos, ando há cerca de duas semanas a trabalhar no restauro de 4 placas cerâmicas que caíram deste mural – Chaos und Ordenung; Caos e Ordem – existente no jardim do Goethe-Institut de Lisboa.

As placas medem cerca de 35x35cm cada e têm pelo menos 2cm de espessura – não contando com os relevos -; são muito pesadas e destacaram-se da superfície de suporte, partindo-se em inúmeros fragmentos de todas as formas e tamanhos possíveis.

Este mural é lindo – sempre gostei de grandes murais cerâmicos, com placas assim, maciças) e foi executado em 2008, no âmbito de um projecto internacional do Goethe-Institut em colaboração com o Museu do Azulejo, a Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha e o Ar.Co.

Confesso que tenho alguma inveja por não ter participado na manufactura disto.

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DESMULTIPLICAR

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De repente ando sem mãos a medir.

Se até inícios de Junho este ano se revelou bastante fracote, obrigando-me a recorrer aos planos B e C para ir ganhando pelo menos o suficiente para pagar a segurança social e as despesas mensais aqui da oficina, de há um mês a esta parte foram-me aparecendo vários projectos para executar, os quais  gostaria de deixar terminados até ao fim de Julho – antes de ir uns dias a banhos e limpar totalmente a cabeça antes da rentrée.

Gosto de trabalhos pequenos, – começa-se um projecto, organizam-se materiais e tarefas, executa-se e quinze dias ou um mês depois, está entregue. Só não entendo é porque é que uma pessoa tem de fazer das tripas coração para cumprir prazos, (nem pensar em contratar ninguém para ajudar, claro; estes trabalhinhos vieram mesmo a calhar!) quando podia realizar com calma um projecto de cada vez.

Vá lá, dois.

8 JUNHO DE 1663

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De regresso ao Pátio dos Canhões, no Museu Militar.

5 anos depois da nossa intervenção, uma ruptura num cano danificou uma parte significativa da parede do alçado Norte e com ela, cerca de metade dos azulejos do painel da Batalha do Ameixial – já na altura, o que se encontrava em pior estado de conservação – destacaram-se da superfície de suporte e partiram-se em inúmeros fragmentos.

E assim, mais uma vez, estive a montar este painel no chão, a colar novamente fracturas simples e múltiplas, e agora a fazer novos preenchimentos para depois reintegrar cromaticamente.