
Comecei ontem a vidrar o painel com a espiral de sete cores que me encomendaram. Tive de trabalhar com um quarto de cada vez, que é quase o máximo que cabe no taipal, – na verdade o que me teria dado jeito era uma boa bancada de trabalho, grande e larga, que permitisse trabalhar sobre a horizontal, mas o espaço aqui na oficina começa a ser curto para estas dimensões.
Assim sendo, tive de ampliar o desenho e passá-lo directamente para as chacotas, quarto a quarto, com bastante atenção para que a numeração alfa numérica dos tardozes batesse toda certa de um quarto para o outro; montando, desenhando, marcando e desmontando 49 azulejos de cada vez, como se de pequenos painéis se tratassem – e era tão fácil poder-me enganar.
Depois comecei a aplicar os vidrados sobre o desenho; quarto a quarto e com atenção não só à ordem das cores, como também ao seu seguimento para o quarto seguinte, para que os quatro desenhos e as quatro manchas cromáticas batam todos certos no final – o que não consigo visualizar agora. E é tão fácil poder-me enganar.
Acabei de enfornar metade do painel. Fiz um pequeno lote de testes de cores de vidrados e nada mais, que o orçamento reduzido não permite mais custos com a electricidade, nem mais tempo com a mão-de-obra. Vai hoje a cozer e na segunda-feira vejo os resultados – quarto a quarto.

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