NOVO PROJECTO

20150914_100859

Estou a começar um novo projecto.

Foi-me encomendado um painel de azulejos para uma quinta particular com cavalos e a ideia é o painel ser colocado na parede por cima do bebedouro onde eles vão beber água. Requisitos:

  • O painel tem de ter cavalos, claro – mas sem serem montados;
  • A torneira do bebedouro deve ficar dentro do painel;
  • O símbolo da quinta deve aparecer em cima.
  • O painel deve ser pintado a azul e branco e as chacotas devem ser manuais.

Tudo o mais – desenho e dimensões – fica ao meu critério.

Parece-me que começo agora a perceber o sentido da frase “A angústia da folha em branco”…

VISTA DE LISBOA, 1940

2015-07-30 12.30.23

Fui hoje entregar os azulejos que me faltavam ainda fazer para o Miradouro de Santa Luzia, desta vez dez réplicas figurativas para o painel da Vista de Lisboa, da autoria de Joaquim Martins Barata, datado de 1940.

Se fazer réplicas para integrarem lacunas em painéis figurativos nunca é muito simples, neste caso a coisa foi ainda um pouco mais complicada uma vez que todos os entornos dos azulejos em falta que eu precisava se encontravam na parede, demasiado difíceis para serem levantados sem colocar em causa o seu estado de conservação. E assim, para além do acerto de cores e tonalidades de vidrados e tintas, tive de completar desenhos, linhas e manchas cromáticas e pintar as réplicas em falta de acordo com o traço, marcação e tipo de pincelada original através das fotografias que tirei no local – um pouco por aproximação e erro, à distância.

Hoje fui ao miradouro entregar e comparar os azulejos que fiz com os restantes na parede. Assim de repente parecem-me bastante bem integrados; talvez tenha de repetir um ou dois que ficaram um pouco mais claros do que os originais – espero eu, mas aguardo o parecer da fiscalização da obra.

Vim de lá bastante tranquila, mais do que esperava.

ESFERAS ARMILARES

2015-07-23 10.02.28

 

Entreguei as réplicas das Esferas Armilares em aresta-viva para a fonte do Miradouro de Santa Luzia – tal como esperava demorei um pouco mais do que o tempo previsto, mas em dez dias era tudo demasiado apertado, contando que tive de fazer um molde que teve de secar; depois tirar o número de exemplares pedido, que também tiveram de secar sem empenar;  fiz experiências de vidrados para acerto de cores e ainda tive de cozer as chacotas e por fim vidrá-las e cozer os vidrados.

Os tons não estão iguais, iguais; mas fiquei mais tranquila quando os responsáveis pela fiscalização da obra me disseram que réplicas são réplicas e que não se pretende enganar ninguém – um ponto de vista mais do que correcto do ponto de vista da conservação e restauro.

Agora fico à espera de ver como ficam na parede.

CRÚS

2015-07-10 15.13.07

Estão pintados os azulejos de figura avulso para o Miradouro de Sta. Luzia. Tive alguma dificuldade em encontrar chacotas indústriais semelhantes às originais, 15x15cm e 8mm de espessura; assim tão de repente e com urgência, não havia no fornecedor – que só tinha daquelas horrorosas mais finas, que apesar de serem da mesma dimensão, não são bem a mesma coisa quando colocadas na parede – mas lá consegui contornar o problema.

Hoje vão a cozer e na quinta-feira saem directamente do forno para irem para a parede. Isto se estiver tudo bem com as cores, porque pintar baseada em fotografia não me deixa muito convencida.

AZUL E BRANCO

2015-07-08 13.16.00

A par dos azulejos de aresta-viva com as esferas armilares, tenho andado também a tratar das experiências de cores para as réplicas dos de figura avulso existentes nos bancos do Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – baseada em pequenos fragmentos que me foram entregues e que variam de tonalidades entre eles. Quer-me parecer que o mais sensato seja usar dois vidrados brancos diferentes, para as réplicas se diluírem no meio dos originais… Enfim, resultados, agora só amanhã.

ARESTA-VIVA

20150703_161010

Na quinta-feira passada fui contactada para fazer algumas réplicas de azulejos para o Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – o que veio mesmo a calhar, uma vez que estava sem trabalho de novo.

Tratam-se de alguns azulejos de aresta-viva com a esfera armilar, algumas figuras avulso 15x15cm e ainda meia-dúzia de azulejos figurativos manuais para colmatarem as lacunas da fonte, dos bancos e do painel com a vista de Lisboa existentes lá no Miradouro.

O que não dá jeito nenhum é o prazo curtíssimo que tenho para entregar principalmente as esferas armilares e as figuras avulso – dia 16 deste mês convinha que estivessem na parede e não gosto de começar um trabalho já em stress com o prazo.

Apesar de não serem muitas unidades de cada tipologia, preocupam-me sobretudo  os de aresta-viva, que para além da manufactura do molde, ainda há todo o processo  de execução de chacotas, que têm de secar controlada e lentamente o mais rápido possível, para que não empenem nem se partam durante a primeira cozedura e depois ainda a vidragem e a pintura e depois ainda a segunda cozedura.

Hoje tirei do forno as primeiras experiências de cores de vidrados; para já, parece-me que estou no bom caminho. Mas estou a achar isto tudo muito apertado.

AZULEJOS

2015-06-22 10.50.47

De volta aos meus azulejos.

Tenho andado ocupada a fazer chacotas manuais de diferentes tamanhos e feitios e a pintar frisos, cercaduras, figuras avulso, patronagens pombalinas, animais, enfim; réplicas de motivos vários retirados da azulejaria tradicional portuguesa em geral, as quais tenciono misturar aleatoriamente e formar pequenos painéis de azulejos.

E depois penso no que fazer com eles – para já, produzir.

MOLDURA

2015-05-28 11.10.35

Finalmente consegui acabar – e entregar e montar – o projecto da moldura em azulejos que me encomendaram aqui há uns tempos para o espelho de um balneário de piscina e que entretanto tive de interromper, mas que já tinha falado aqui antes.

Depois de dar muitas voltas à cabeça, acabei por utilizar chacotas  indústriais, cortadas de diferentes tamanhos, de modo a perfazer as dimensões pretendidas – 70x55cm – e vidrar umas com azul cobalto transparente de modo a contrastarem com as outras, pintadas com tintas de alto fogo sobre vidrado branco.

O clássico azul e branco – mas um pouco diferente.

P1110194

Mais fotos na minha página da Tardoz, no facebook.

GOETHE-GARTEN

IMG_1125

Está terminado o assentamento do painel de azulejos que fiz sob encomenda para o lago do jardim do Goethe-Institut, em Lisboa.

O pedido foi-me feito há cerca de um mês e fui logo avisada de que havia alguma pressa, convinha que tudo – leia-se manufactura e assentamento – estivesse pronto dia 27 de Maio. E pretendia-se movimento, algo com movimento.

Em tempo record e apesar da pouca experiência que tenho em fazer painéis de raiz e muito menos tão livres como este, consegui fazer o projecto, organizar, pintar e cozer 920 azulejos. E ainda coordenar o assentamento. E acabar dois dias antes do fim do prazo.

Estou muito satisfeita! Agora só falta juntar a água.

(Já agora aproveito para agradecer o contacto à Julinha, a ajuda ao Adrian  e a estereotomia ao Pedro!)

NO LAGO

2015-05-21 12.25.04

Cansada e empoeirada demais para escrever a esta hora. Mas ainda assim bastante satisfeita: hoje estive o dia todo a coordenar a montagem do painel de azulejos que andei a pintar em tempo recorde nestas duas últimas semanas.

O lago começa a ganhar outra vida e as pessoas começam a comentar que está muito bonito.