AMASSAR

P1090761  P1090759

P1090758  P1090760

Hoje estive a amassar barro.

Enquanto não investir numa fieira como deve ser – um balúrdio! – tem de ser assim, à mão. Fico bastante cansada e o pior é que não obtenho assim tanto barro que me permita produzir imenso. Mas pronto; tenho um contentor cheio de sobras de faiança já secas que, recicladas, voltam a estar no estado plástico, prontas a serem trabalhadas; é um disparate não as utilizar – não me posso esquecer que não tenho tido trabalho, portanto o melhor é usar todo o material que já exista aqui na oficina. E assim vai a coisa – aos poucos. Mas vai. E daqui a pouco tempo, o novo mostruário estará pronto.

OFICINA

P1090702

De novo na oficina.

Com pouca vontade, confesso – este tempo chuvoso, a humidade cá dentro e o facto de passar muito tempo aqui sózinha não me estão a ajudar. Nem escrever aqui me tem apetecido, o que não é normal – mas também não tem acontecido nada.

Enfim; isto vai passar, tem de passar. Tenho de me concentrar nos meus objectivos; este é o ano para semear, o ano certo para semear. Pelo menos foi o que defini na minha cabeça. Já estamos em Abril e não me posso esquecer que praticamente ainda não tive trabalho – trabalho daquele que se ganha dinheiro efectivo; porque, com excepção destes últimos dias, até andava a produzir bastante.  Tenho barro para amassar, experiências de vidrados para fazer – de alto e baixo fogo – moldes para encher. E ideias novas, mas cada coisa a seu tempo. Bom, tenho de começar por uma ponta e depois da coisa encarrilar, acho que já não paro.

MOROSO

P1090353

Comecei  a fazer a parte chata da minha nova produção de azulejos; ou seja, a produção, propriamente dita. Fazer as lastras em barro, encher os moldes um a um – cuidadosamente, para que os relevos saiam perfeitos – tirar os azulejos dos moldes, metê-los a secar e controlar a secagem diariamente. Um trabalho moroso, que tem de ser caro, claro está e ninguém nesta altura dos acontecimentos tem dinheiro para gastar nestas coisas – não sei por que raio é que me meti nisto.

De qualquer modo não preciso de muitos, talvez uns doze de cada um; a ideia para já é começar a fazer um pequeno catálogo que sirva para trabalhar apenas sob encomenda – está fora de questão ter um stock aqui na oficina.

ÓXIDO DE COBRE

P1090335

Com o pretexto de encontrar um vidrado de baixo fogo verde para vidrar um azulejo de uma encomenda, resolvi fazer umas experiências de cores partindo de três vidrados, transparentes, com composições diferentes. O princípio era o mais básico para quem começa com estas andanças da cerâmica: pegar em cada um desses vidrados base e acrescentar óxido de cobre a cada um deles, em percentagens diferentes. Assim fiz e fiquei com três receitas diferentes e com três copinhos com três vidrados diferentes; que não seriam usados para mais nada, arriscando-se a irem todos para o lixo – que nesta coisa das receitas de vidrados temos sempre de contemplar o factor desperdício.

Uma vez que eu sou pouco dada a desperdícios e, aproveitando também o facto de ter de fazer uma fornada apenas para aquelas experiências de cor, resolvi juntar a cada copo um bocadinho de óxido de cobalto – só para ver o que é que dava. E depois, já agora, uma pitada de óxido de estanho. E de zinco. E para finalizar, misturei as receitas todas umas com as outras.

Foram estes os resultados. Uns aproveitam-se e são para repetir; outros são para esquecer e outros ainda são a base para novas receitas. Adoro isto!

1900

P1090283

Aproveitando a deixa das réplicas de azulejos Arte Nova que tive de fazer para a Rua Garret em Outubro passado – e das quais ainda não recebi – resolvi fazer também estes dois moldes que seguem para juntar à minha nova produção deste ano. São bastante diferentes de todos os que tenho andado a fazer entretanto; mas, por isso mesmo, são também os únicos que já têm nome de série: 1900. I e II.

OITAVO

P1090346

Terminei hoje mais um protótipo desta nova produção – o oitavo e último, para já. Bem sei que estou sempre a afirmar o mesmo, mas chegou a altura de começar a tirar provas e fazer as composições – uma chatice; o que eu gosto mesmo é de estar a modelar, mas pronto, não posso ficar assim ad eternum. E as outras ideias vou fazendo depois, calmamente e em paralelo.

NA PAREDE!

P1090330

Está na parede o painel de azulejos que produzimos, da autoria da designer Ana Baliza e que assinala o centenário da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O painel é baseado no logotipo da faculdade e representa um ano, com os doze meses e os respectivos dias de cada mês – a leitura é feita de cima para baixo. Estou muito satisfeita com o resultado; aqui na oficina ainda não o tínhamos visto todo montado – tem cerca de quatro metros de altura por um metro e meio de largura. Agora é fazer uma pintura em toda a parede e está pronto para a inauguração.

POEIRADA E ENTULHO

P1090312

Preparamo-nos para começar o assentamento do painel de azulejos que fizemos no fim do ano passado e que assinala o centenário da Faculdade de Ciências de Universidade de Lisboa. Para já, foi preciso abrir uma caixa em profundidade na parede, com cerca de quatro metros de altura por um metro e meio de largura, uma vez que a autora do painel quer que os azulejos fiquem à face desta – o que também me parece melhor. E depois de muita poeirada e algum entulho, está pronta.

SEXTO? SÉTIMO?

P1090308

Hoje acabei mais um protótipo de um azulejo desta minha nova produção de 2013. Agora que percebi como é que a coisa funciona, estou a ficar boa nisto; este não demorou mais do que algumas horas a fazer – o que é bom, porque deste género, tenho ideias que nunca mais acabam. Enfim, tem um ou dois defeitos; mas só eu é que sei.

POLIEDRO

P1090261

Após duas tentativas falhadas e uma dor na mão, que se estende por todo o braço até chegar à omoplata, consegui finalmente fazer este azulejo relevado – é que apesar de parecer simples, não consegui perceber logo à primeira (nem à segunda…) como é que a coisa funcionava. Mas agora já percebi, e os próximos desta linha vão correr muito melhor!