PROTÓTIPOS

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Ontem mostrei finalmente os protótipos dos azulejos em meio-relevo, que fiz por encomenda para a galeria Objectismo e que já tinha falado aqui.

Cada azulejo foi vidrado com um branco diferente e depois de encontrar o amarelo pretendido iniciei a pintura, mas deparei-me logo com algumas dificuldades; fazê-la manualmente seria o mais lógico – e foi como comecei – mas depois de pronto o primeiro azulejo percebi logo que iria ter problemas caso me pedissem para produzir uma série deles.

Resolvi passar ao plano B e optar pela técnica da estampilha, a qual não é óbvia quando se está a falar de pintar sobre motivos relevados – convém que a abertura da máscara coincida com o perfil das saliências -, mas após algumas tentativas falhadas, lá acabei por conseguir. O resultado ainda não está perfeito; mas a pintura executa-se mais rapidamente e caso me peçam para produzir uma série de azulejos, o logotipo aparece pintado sempre com as mesmas características.

O cliente viu – e gostou. Escolheu o protótipo com o vidrado branco que mais lhe agradou e  pediu-me para produzir uma série destes azulejos.

 

CHEQUIM CARAMELO

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Ultimamente tenho recebido algumas encomendas muito sui generis, como pintar azulejinhos pequeninos para marcadores de mesa e oferta em casamentos, reproduzir desenhos infantis em azulejos, ou fazer este pequeno painel de seis azulejos que representa um personagem típico do Montijo, conhecido como Chequim Caramelo – desaparecido talvez há uns 15 anos.

A tarefa não foi totalmente fácil; o painel deveria reproduzir a fotografia, “ampliada aí umas três vezes”; com o mesmo enquadramento, cores idênticas e o nome Chequim Caramelo escrito em baixo. O problema é que ele e o seu cavalo – parece que andavam sempre em parelha – mal se vêem na fotografia, e nem ampliados umas três vezes se vêem melhor. E depois a montagem; se os puxava para cima para ter espaço para o nome em baixo, desaparecia metade da palmeira e eles ficavam cortados ao meio pela junta dos azulejos; se os puxava para baixo, ficava sem espaço para o nome e com uma superfície imensa de céu azul em cima.

Hoje pintei o painel, ficou um pouco estranho; mas aguardemos por vê-lo depois de cozido.

VIDRADOS BAIXO-FOGO

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Tenho andado ocupada a fazer novas cores para vidrados de baixo-fogo – recebi uma encomenda para produzir uns azulejos para forrar a bancada de uma cozinha. A ideia é criar um padrão enxaquetado, com quatro cores diferentes,  que depois será colocado a meio-viés – vou usar azulejos de 11x11cm, para tirar maior partido do xadrez, uma vez que a superfície da bancada não é muito grande.

As chacotas serão manuais e irregulares e os vidrados também – estou muito curiosa para ver os resultados.

BACO

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Acabei de entregar o painel de azulejos manuais com um Baco sentado numa pipa de vinho, que pintei para uma pequena adega particular numa quinta em Pegões – e que já tinha mostrado o esboço aqui.

De acordo com a encomenda, o painel deveria medir cerca de 90x60cm; na pipa deveria estar escrito “Vinho do Javali” e o desenho deveria ter uvas, muitos cachos de uvas.

O painel foi entregue e o cliente está muito satisfeito – “tem mesmo ar de festa!”, que acho que era o que ele queria.

ESBOÇO

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Comecei a trabalhar no desenho para uma nova encomenda que tive aqui há umas duas ou três semanas – um painel de azulejos para a parede de um lagar, numa pequena adega privada.

O painel tem de ser feito com chacotas manuais e o motivo foi mais ou menos deixado ao meu critério, mas podia ser “qualquer coisa como um Baco e uvas, muitos cachos de uvas”, pintado a azul e branco.

Estive a pensar e acho que vou usar também manganés – fica bem nos cachos de uvas.

 

DESENHOS INFANTIS

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Estou a trabalhar na encomenda mais engraçada que já tive: uma cliente pediu-me para passar para azulejos industriais brancos oito desenhos feitos pela neta de três anos; queria dois exemplares de cada, dezasseis azulejos no  no total.

Mais tarde reconsiderou e afinal quer três azulejos de cada desenho – passam a ser vinte e quatro.

GRÉS

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Andava há que tempos para experimentar um pacote de grés que comprei há uns meses e que ainda não tinha tido oportunidade de usar – na altura fiz um teste de retracção e cozi-o a alta temperatura; gostei da cor final e do aspecto de pedra com que fica, mas nada; fechei o pacote e ali ficou, até ver.

As ideias eram mais do que muitas – pequenas taças, vasos, porta velas; tudo ainda um pouco vago e sem projecto nenhum – e antes que o barro secasse completamente, resolvi fazer novos relógios de sol, mas agora mais pequeninos; ideais não só para um jardim, pátio ou quintal, mas também para uma varanda ou parapeito de janela.

E para já estou muito contente com os resultados!

KATIE + KIM = ULI

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Depois de uma maré de pequenas árvores genealógicas em azulejo que fiz por altura do Natal, acabei agora mesmo de pintar uma nova, desta vez em tons de azul. A encomenda veio directamente de Chicago e é para oferecer ao bébé Uli, que nasceu há pouco tempo.

Se tudo correr bem, o azulejo cruza o Atlântico ainda esta semana.

 

 

ÓXIDOS METÁLICOS

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Tenho andado ocupada com mil e uma coisas – entre elas os meus novos relógios de sol, que finalmente parece que já estão secos e prontos a cozer a 1250º.

Entretanto e aproveitando esta maré do alto fogo, tirei hoje do forno uma série de experiências que entretanto fiz com barro refractário, porcelana, grês e óxidos metálicos – estou aqui com umas ideias novas, que acho que vão resultar bem.

ANO NOVO

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Decisão de ano novo: procurar novas lojas para comercializar as minhas peças. E é para começar já, porque depois é sabido que as decisões de ano novo vão esmorecendo com o tempo.

E produzir, claro; comecei esta semana – finalmente! – a fazer uma série de relógios de sol em barro refractário; para já, oito novos modelos, latitude 38º N – que é o mesmo que dizer centro de Portugal.

E quatro já estão a secar – o que ainda vai ser demorado.