ANO NOVO

2016-01-06 16.04.24

Decisão de ano novo: procurar novas lojas para comercializar as minhas peças. E é para começar já, porque depois é sabido que as decisões de ano novo vão esmorecendo com o tempo.

E produzir, claro; comecei esta semana – finalmente! – a fazer uma série de relógios de sol em barro refractário; para já, oito novos modelos, latitude 38º N – que é o mesmo que dizer centro de Portugal.

E quatro já estão a secar – o que ainda vai ser demorado.

 

 

 

DUAS GERAÇÕES

2015-12-07 11.44.23

Ainda sobre árvores genealógicas: resolvi pintar este azulejo de figura avulso com uma pequenina árvore genealógica de duas gerações – pai, mãe e três filhos – em tons de verde e castanho.

Não ficou mal, acho que estou a ficar perita nisto.

ESBOÇO

2015-11-27 14.29.50

Comecei um novo projecto esta semana; desta vez uma encomenda que tive de um pequeno painel de 4×3 azulejos com uma árvore genealógica para uma família numerosa – 22 pessoas no total.

Há algum tempo que ando a pensar no que fazer, mas não me consigo decidir – ok, uma árvore, sim; mas como e de que tipo e como encaixar nela três gerações de pessoas de uma forma lógica  de modo a que o painel fique harmonioso e dentro das medidas dadas. Só há coisa de dois ou três dias, após alguns desenhos falhados, é que consegui começar a ter uma ideia mais concreta. Para já, o esboço quase final – ainda tenho de rever algumas coisas.

PADRONAGEM AZUL E AMARELA.

2015-10-14 09.48.58

Acabei ontem de pintar as 150 réplicas de azulejos de padronagem 4×4 do séc. XVII que fiz para colmatarem as lacunas existentes no tanque grande dos jardins do Palácio de Monserrate, em Sintra – os últimos 40 cozeram esta noite e estão ainda no forno.

Para atalhar o processo de manufactura – foi-me pedida urgência na entrega, os trabalhos de restauro estão já a decorrer -, utilizei chacotas manuais de compra e depois cada azulejo foi vidrado e pintado à mão, utilizando diferentes tonalidades de vidrado branco e de pigmentos azul e amarelo. Como os originais.

VERDES E VERMELHAS

2015-10-12 09.33.49

Hoje desenfornei as réplicas dos azulejos de estampilha com estrelas verdes e vermelhas que fiz para a sala de jantar do Palácio da Pena – e, ao contrário do que receava, saíram todos bem, o que é sempre um alívio.

Estão prontas a ser entregues e é este o aspecto que vão ter na parede, entre os azulejos originais.

Sala de jantar

ESTAMPILHAS

2015-10-07 11.29.16

Tenho andado sem mãos a medir nestes últimos dias: para além das réplicas dos azulejos de padronagem do séc XVII que tenho estado a pintar para Monserrate, pediram-me também, na mesma encomenda, 60 réplicas de azulejos de estampilha para colmatar as lacunas existentes na sala de jantar do Palácio da Pena.

São mesmo engraçados estes azulejos de figura avulsa, fornecidos pela Fábrica Roseira em 1867: medem 8,5cm x 8,5cm e têm uma estrela pintada, ora verde, ora rosa – eu tenho de fazer 30 de cada. A sala de jantar do Palácio está revestida integralmente com eles, paredes e tecto e, posso estar enganada, mas quer-me bem parecer que o D. Fernando II se inspirou nos azulejos relevados seiscentistas existentes nas capelas manuelinas dos jardins do Palácio, originais do antigo convento – os quais eu também fiz umas réplicas há um ano e que na altura falei aqui. Não fazem lembrar?

OS CAVALOS A CORRER, AS MENINAS A APRENDER.

2015-09-28 12.28.43

Está pronto e entregue o painel dos cavalos que estive a fazer há cerca de duas semanas para a tal parede com um bebedouro para cavalos.

Nunca tinha pintado um painel deste género – nem gosto especialmente de fazê-lo – e depois deste terminado, aprendi algumas coisas:

  • Nunca começar a pintar um painel sem ter um projecto/maquete completamente pensado e desenhado;
  • Ampliar sempre o desenho para as proporções desejadas e picotar os estregidos com os tamanhos reais – é uma seca, mas dá jeito e faz sentido;
  • Se a dimensão do painel for maior do que a do taipal, não vale a pena tentar montá-lo lá todo de uma vez a ver se, por milagre, afinal sempre cabe (porque, claro, os pontos anteriores não foram tidos em atenção);
  • O painel não cabe no taipal, pronto; pinta-se por partes – nunca começar pelas fiadas de baixo primeiro do que as de cima, nem pelas da direita antes do que as da esquerda e muito menos pelas do meio e depois o resto que falta no fim;
  • Não improvisar/inventar/criar/pintar nada directamente nos azulejos sem que antes tenha sido bem pensado – depois dá asneira e remediar não é fácil (novamente aqueles pontos);
  • Não andar a montar e a desmontar constantemente azulejos com o vidrado crú no taipal – perde-se muito mais tempo do que se se pintasse por partes organizadas e há sempre uns pedaços de vidrado que saltam;
  • Não pensar que se demora só três ou quatro dias a fazer o painel e depois é o dobro.

No domingo entreguei-o ao cliente, que me disse “está lindo”. Agora espero pela fotografia com ele aplicado na parede, que foi para isso que o fiz.

 

SÉC. XVII

2015-10-01 14.22.55

Comecei agora a trabalhar numa nova encomenda: desta vez trata-se de cerca de 150 réplicas de azulejos de padrão 4×4 do séc. XVII  – o meu preferido  -, que irão colmatar as lacunas existentes no Tanque Grande do Parque de Monserrate, em Sintra.