
Tive uma encomenda de um painel de azulejos; baixo orçamento – demasiado baixo, vejo agora; não sei bem o que me passou pela cabeça, acho que me deixei levar pela simpatia da senhora e também pela sua causa. De qualquer modo, vai estar num espaço público em Lisboa e acho piada a isso, apesar de já saber que à partida “vai ser alvo de vandalismo”.
Quando saí da reunião/almoço, simpática e saborosa, no próprio local onde tive de pensar em tudo com a barriga cheia, vinha decidida a executar a ideia que me tinha sido pedida – na verdade muito simples e morosa q.b. para o preço que apresentei -, mas claro que aqui na oficina, com papeis e lápis e vidrados e cores à disposição, comecei a complicar.
De modo que o que iria ser um círculo enorme, vidrado aleatoriamente com sete cores diferentes, afinal – e depois de, em conversa com a Najma, ter sabido do seu gosto especial por esta forma-, vai ser um círculo enorme com uma espiral de sete cores diferentes lá dentro.
Isto já implicou desenhar uma espiral a partir de um heptágono, coisa que me levou algum tempo a fazer, pensando que já nem me lembrava como é que se construía um heptágono, quanto mais uma espiral a partir dele. E ainda vai implicar ampliar o desenho à mão para um painel de quatro metros quadrados, sendo que só me cabe um quarto de cada vez no taipal e ainda não estou bem a ver como é que o vou fazer.
Resumindo: fui EU que decidi complicar. É para aprender.
E é tããão bom!