A técnica da estampilha foi, de longe, a mais utilizada pela maioria das fábricas de produção de azulejaria de fachada do início do século passado, por permitir a produção de azulejos polícromos, de grande efeito decorativo, de uma maneira fácil e rápida. Utilizava-se, para o efeito, uma matriz de papel encerado – a estampilha – onde se recortavam os motivos a reproduzir nos azulejos, previamente vidrados, sobre os quais se colocava. Era com a passagem duma trincha sobre este papel que neles se aplicava a decoração pretendida. Para cada azulejo eram necessárias tantas estampilhas quanto o número de cores ou a própria complexidade do desenho.
Hoje estive a abrir as estampilhas para fazer as réplicas dos azulejos do nº11 a Sta. Catarina. Depois de algumas experiências falhadas com outros materiais mais modernos e resistentes (e de uma bolha no dedo), acabei por utilizar aquele que, no fim de contas, sempre resultou – o papel encerado.













