1900

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Consegui finalmente fazer uns azulejos Arte Nova que me agradem. Depois de duas tentativas falhadas – na primeira utilizei o barro errado e foi um fartote de chacotas empenadas e partidas durante a cozedura; na segunda, mudei para o barro correcto, mas foram os vidrados que me correram mal e foi um fartote de peças cheias de defeitos. Parece que agora, após um ano, algum entulho e uma quanta despesa, lá consegui atinar com a técnica da coisa.

Isto de se aprender com os erros é uma chatice, mas pronto; o trabalho compensa. Estou satisfeita e tenho peças novas que vou tentar vender não sei bem onde.

FÁBRICA DAS DEVESAS

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Foram-me entregues estes azulejos para eu fazer réplicas.

São datados de 1907 e no tardoz têm a marca da Fábrica das Devesas. São lindos; adoro! E também são pouco comuns – ou então, eu é que ainda não tinha visto nenhum; estes por exemplo, pertencem a um friso do cimo de uma fachada de um prédio em Lisboa, ali para os lados do Castelo.

Tenho de fazer 18 réplicas, 7 topos e 11 centros. E não faço ideia como.

VIDRADOS DE CHUMBO

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Aproveitando os azulejos que ficaram mais empenados resolvi fazer alguns testes de cores com vidrados de baixo fogo, para ver como saíam. Quando fiz estes exemplares, estava apenas a pensar em usá-los como mostruário de azulejos Arte Nova que a Tardoz poderia produzir sob encomenda, para revestimentos parietais; mas uma amiga perguntou-me por que é que não os tento vender avulso – o que, confesso, nem me tinha ocorrido. Mas agora, vendo bem, por que não? Até acho que podem ter saída…

BEM SECOS

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Vou hoje enchacotar os azulejos Arte Nova que fiz há uns tempos para umas réplicas na entrada de um prédio na Rua Garret. Apesar do calor, a secagem tem sido feita muito controlada e lentamente – e ainda assim alguns azulejos empenaram. Acho que definitivamente vou abandonar a faiança; pelo que me foi dito, comporta-se melhor com peças rodadas.

1900

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Aproveitando a deixa das réplicas de azulejos Arte Nova que tive de fazer para a Rua Garret em Outubro passado – e das quais ainda não recebi – resolvi fazer também estes dois moldes que seguem para juntar à minha nova produção deste ano. São bastante diferentes de todos os que tenho andado a fazer entretanto; mas, por isso mesmo, são também os únicos que já têm nome de série: 1900. I e II.

MOTIVOS RELEVADOS

Acabei de gravar o molde para as réplicas dos frisos de azulejos Arte Nova que tenho de fazer – ainda não tirei nenhuma prova para rectificar o que for preciso (já se vai notando a humidade aqui na oficina e a placa de gesso, que fiz na sexta-feira, ainda não está bem seca). Tive alguma dificuldade a fazer os motivos relevados: o vidrado do azulejo original que aqui tenho a servir de modelo, apesar de transparente, é tão espesso que acaba por cobri-los e custa-me a ver o que é que está ali representado. Mas parece-me que é isto.

FRISO

          

Fui ontem buscar o outro azulejo Arte Nova – um friso – que ainda tenho de fazer para colmatar as lacunas existentes na parede do hall de entrada do nº 61. Será com certeza também proveniente da Fábrica de Loiça de Sacavém, mas depois de uma breve pesquisa, ainda não consegui encontrar nenhuma referência à sua existência – tenho de procurar mais.

Vou começar o processo todo de novo: retirar o desenho (o que não é fácil, uma vez que está pouco visível); moldar o relevo em gesso; tirar uma primeira prova e aperfeiçoar o que for preciso e, finalmente, tirar o número de réplicas pretendidas – neste caso, apenas três. Ah!, para não falar nas experiências de cor do vidrado. Começo a duvidar se me compensa este trabalho todo; mas pronto, gosto de o fazer e sempre fico com um molde já feito para o que der e vier.

1ª PROVA

Acabei de tirar a primeira prova do molde que tenho estado a fazer para as réplicas de azulejos Arte Nova. O objectivo é perceber o que é que tem de ser aperfeiçoado – verificar relevos e aprofundá-los, se necessário  (o contrário já não é possível; quer dizer, é, mas não vai ser agora a altura de falar nisso), corrigir espessuras de linhas e alisar superfícies. Que é o que vou fazer agora e depois dou esta fase por terminada.

GRAVAR

Comecei hoje a fazer o molde em gesso para a manufactura de réplicas dos azulejos Arte Nova que me encomendaram (e já percebi o quão ingénua fui com os preços que pedi; mas enfim, está-se sempre a aprender…).  Estive indecisa se havia de gravar directamente os baixos-relevos no gesso – o que gosto de fazer – ou se modelar primeiro uma réplica em barro vermelho e depois tirar o molde do mesmo – o que também gosto de fazer. Decidi-me pela primeira hipótese, mas rapidamente desisti: o trabalho é moroso e delicado, a vista já vai faltando, raciocinar constantemente em negativo é difícil e o risco de me enganar ou partir alguma aresta é elevado – o que é chato, principalmente se já estivermos quase com o molde concluído. Resolvi então passar ao plano B – fazer um protótipo em barro: gosto de modelar e apesar de moroso, sempre se controla melhor o processo de manufactura. Foi nesta altura que me deparei com um problema que temos (tenho) aqui na oficina e que continua a alastrar: não se faz (não faço) a manutenção do barro quando este não anda a ser preciso e depois deparamo-nos (deparo-me) com uns pedregulhos duros de argila branca, vermelha e outras tipologias que estão ali arrumados debaixo do taipal há uns anos e que ocupam imenso espaço e que não servem absolutamente para nada enquanto ninguém (eu) se der ao trabalho de meter aquilo tudo de molho e tiver mãozinhas, pachorra e coragem (que não tenho; nenhuma das enunciadas) para amassar aquilo tudo de novo.

Comecei hoje a fazer o molde em gesso para a manufactura de réplicas dos azulejos Arte Nova que me encomendaram. E está a correr bem.

ART NOUVEAU

Aqui há uns tempos – alguns, já – fui contactada no sentido de poder vir a ter de fazer umas réplicas destes azulejos da extinta Fábrica de Sacavém e que, segundo descobri no Catálogo de Preços Correntes da Real Fábrica de Louça de Sacavém – Azulejo; datado de Agosto de 1910, correspondem ao motivo 19-F, com a descrição «Azulejo com decoração Art Nouveau, com relevo e vidrado monocromático».

Na altura foi-me pedido um orçamento a contemplar o preço unitário de cada réplica com o mesmo tom, mas liso e eu, pelo sim, pelo não, entreguei também um orçamento onde especificava o preço unitário de cada réplica com o respectivo motivo relevado – caso quisessem. Quiseram. Cerca de 15 unidades, para as quais eu até já tinha aproveitado uma fornada para cozer também umas experiências de cor, esperando na altura adiantar trabalho e rentabilizar o forno.