270

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Há cerca de duas semanas recebi um e-mail vindo de Espanha, a perguntar-me se eu estava interessada em fazer 270 azulejinhos, com 7,5 x 7,5cm cada, para serem oferecidos aos convidados de um casamento em Cáceres e se era possível serem entregues até ao final deste mês – foi a noiva quem me contactou, claro.

O tema do casamento é “azulejos e picotas” – as cerejas típicas da Extremadura espanhola – e a ideia seria pintar cada azulejo com um motivo floral e o nome de cada convidado a azul e branco e ainda o nome de cada mesa a vermelho.

Foi a primeira vez que tive um pedido deste género; nunca tinha tido nenhuma encomenda para um casamento e nem é propriamente o que mais me entusiasma, mas as mesas tinham nomes tão engraçados, como “Cabezoneria”, “Complicidad”, “Positivismo” ou “Lucha” e a noiva estava tão empolgada, que aceitei fazer o trabalho.

Após dois dias de pintura (e os olhos em bico), os primeiros 120 azulejos estão agora prestes a ir para o forno.

KATIE + KIM = ULI

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Depois de uma maré de pequenas árvores genealógicas em azulejo que fiz por altura do Natal, acabei agora mesmo de pintar uma nova, desta vez em tons de azul. A encomenda veio directamente de Chicago e é para oferecer ao bébé Uli, que nasceu há pouco tempo.

Se tudo correr bem, o azulejo cruza o Atlântico ainda esta semana.

 

 

1ª OFICINA DE PINTURA DE AZULEJOS

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Sábado passado foi assim: houve a primeira oficina de pintura de azulejos com crianças, aqui na Tardoz – especial Dia do Pai.

Aqui na oficina as crianças puderam mexer na mesa de lastras e ver de perto como se fazem azulejos manuais, “à maneira antiga, que os de agora são fininhos e todos direitinhos”, espreitaram os fornos, que cozem a 1000º – ufa! – viram como é o vidrado antes de ser aplicado na chacota e, de bónus, ainda modelaram um bocadinho com barro.

E depois fizeram um desenho com a cara – ou o corpo inteiro – do pai, para depois não se enganarem durante a pintura do azulejo, que isto de trabalhar com pincéis não é assim tão fácil como parece e pintar sobre vidrado crú tem muito que se lhe diga. Para não faltar nada, quando acabaram, cada uma meteu o seu azulejo na gazete, que já estava preparada dentro do forno – para depois ir a cozer aos tais 1000º.

No fim, antes de se ir embora, a Mariana disse-me que não gostou – adorou!

E eu também! 🙂

(Obrigada às mães que foram umas compinchas!)

OFICINA DE PINTURA DE AZULEJOS

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O dia do pai está a aproximar-se e este ano, uma semana antes, vou fazer pela primeira vez um workshop de pintura de azulejos com crianças aqui na oficina – aqui elas podem ver directamente como é que se vidra um azulejo, mexer na mesa de lastras, espreitar as caixas e caixinhas com tintas, corantes e pigmentos e bisbilhotar as muflas de cozedura.

A ideia é falarmos um pouco sobre azulejos – o que são e como é que são feitos – e depois metermos a mão na massa, claro.  Cada uma irá fazer um desenho com a cara do pai e depois pintá-lo num azulejo, o qual estará pronto dois ou três dias mais tarde; depois da cozedura a 1000º e ainda a tempo de ser embrulhado e oferecido ao pai.

ORÇAMENTOS

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Mais uma vez fui contactada por causa do conjunto azulejar do Padrão do Sr. Roubado, existente aqui mesmo às portas de Lisboa,  a caminho de Odivelas.

Pelas minhas contas esta será a terceira vez que faço um orçamento para intervir nestes azulejos – se não me engano, a primeira foi há uns bons dez anos e na altura a câmara municipal pediu-me um orçamento para uma intervenção de conservação e restauro in situ de todo o conjunto azulejar, que já então se encontrava em mau estado de conservação. Depois, nada; – nem sequer uma única resposta de “obrigado” – e a coisa caiu no esquecimento, pelo menos no meu. Anos mais tarde, volta a câmara municipal a pedir-me outro orçamento; desta vez para a manufactura integral de réplicas de todo o conjunto azulejar, que continuava em muito mau estado de conservação e a piorar dia após dia. Depois, nada; – nem sequer uma palavrinha a agradecer – e a coisa ficou esquecida, pelo menos, na minha cabeça. Anos mais tarde, há cerca de um mês, recebo um novo pedido de orçamento; desta vez através de uma empresa de conservação e restauro a quem é pedido um preço para levantar todo o conjunto azulejar da parede, que se encontra em péssimo estado de conservação e também para a manufactura e substituição integral por réplicas de todos os azulejos.

O orçamento foi entregue a semana passada, espero que aos três seja de vez – para mim ou para qualquer outra pessoa; para já o importante é preservar aquele conjunto único de 12 painéis de azulejos do séc XVIII, que contam a história do furto do Santíssimo Sacramento do Mosteiro de Odivelas, em 1671 e que se encontra em tão mau estado de conservação.

LASTRAS

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Em grande produção: ficaram hoje a secar os azulejos manuais em terracota com 1,2cm de espessura que estou a fazer para utilizar avulso e também as lastras de barro refractário com 3cm de espessura que vou cortar amanhã para fazer mais relógios de sol. Bendita a hora em que resolvi comprar a minha mesa de lastras.

ASCENDENTES

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Ainda em maré de exploração de árvores genealógicas: descobri que as há de descendentes e de ascendentes; tenho feito as primeiras, mas as segundas são as mais comuns; no tronco está o sujeito e pelos ramos desmultiplicam-se os seus antepassados.

Posto isto e, à experiência, resolvi pintar um azulejo avulso com uma destas – para oferecer ao Miguel Maria, que tem agora seis meses e pode pendurá-la no seu quarto.

DUAS GERAÇÕES

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Ainda sobre árvores genealógicas: resolvi pintar este azulejo de figura avulso com uma pequenina árvore genealógica de duas gerações – pai, mãe e três filhos – em tons de verde e castanho.

Não ficou mal, acho que estou a ficar perita nisto.

ESBOÇO

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Comecei um novo projecto esta semana; desta vez uma encomenda que tive de um pequeno painel de 4×3 azulejos com uma árvore genealógica para uma família numerosa – 22 pessoas no total.

Há algum tempo que ando a pensar no que fazer, mas não me consigo decidir – ok, uma árvore, sim; mas como e de que tipo e como encaixar nela três gerações de pessoas de uma forma lógica  de modo a que o painel fique harmonioso e dentro das medidas dadas. Só há coisa de dois ou três dias, após alguns desenhos falhados, é que consegui começar a ter uma ideia mais concreta. Para já, o esboço quase final – ainda tenho de rever algumas coisas.