CASA PARAÍSO

2016-12-29-12-54-17

Comecei o ano com mais uma encomenda terminada; na verdade, a última do ano passado – um pequeno painel de azulejos que fiz para o Rui Árias Ribeiro, da Iniciação à Genealogia    e que vai para a Casa Paraíso, uma pequena quinta no Alentejo.

O painel representa a árvore genealógica da D. Maria Serafina – aparecem não só os seus antepassados, como também os seus três filhos. No total são 18 pessoas, divididas por 5 gerações diferentes e organizar toda esta gente dentro de um esquema lógico que se adapte a um painel de azulejos, de modo a que nenhum nome coincida com nenhuma junta, ainda me deu algum trabalho, mas finalmente lá consegui chegar a alguma conclusão.

Agora que tenho alguma experiência, imagino que para a próxima seja mais fácil.

BARRA

2016-12-20-11-28-17

Estão terminadas e entregues as réplicas dos azulejos que fiz para completar uma barra com volutas existente no cimo da fachada de um prédio antigo no centro de Lisboa. Fico a aguardar o seu assentamento e nova fotografia com eles já na parede.

 

FOLHAS DE ACANTO

2016-12-15-09-18-41

Comecei a trabalhar num novo projecto; uma pequena encomenda que me fizeram de cerca de 50 réplicas de azulejos do séc XVIII que irão colmatar os azulejos em falta numa barra existente no cimo da fachada de um prédio do centro de Lisboa.

A barra é formada por 4 azulejos diferentes com enrolamentos de acanto, e o número que eu tenho de fazer de cada tipologia varia – agora 11 unidades de um, depois 9 unidades de outro, este são 13, 12 daquele – o que se torna muito mais simpático quando se tem de produzir manualmente em série; o trabalho faz-se por etapas e parece que avança mais depressa.

PADRONAGENS

2016-11-14-11-25-40

2016-11-19-08-45-46

2016-11-21-16-02-30

2016-11-21-16-09-17

2016-11-21-16-14-45

Estão terminados e prontos a entregar os 150 azulejinhos que fiz por encomenda para o casamento da Violeta e do Matteo, agora no início de Dezembro – a ideia é cada convidado receber um como lembrança deste dia.

Cada azulejinho mede 7x7cm e tem 1 cm de espessura e funciona como um módulo que, por repetição, forma diferentes padronagens. Depois de várias hipóteses, esta foi a minha preferida. E ainda não comecei a misturar cores.

AZULEJINHOS

2016-11-17-11-30-00

Comecei a trabalhar numa nova encomenda que me fizeram há coisa de um mês – uma nova série de azulejinhos totalmente manuais, com 7x7cm cada, que vão ser oferecidos como lembranças de casamento. Cada um deles vai ser pintado com estampilha, de acordo com o motivo que me foi entregue e as cores escolhidas aqui na oficina – 30 verdes, 30 azuis, 30 amarelos, 30 vermelhos e 30 castanhos. 150 no total.

ROSA DOS VENTOS

2016-10-28-13-49-54

Saiu hoje do forno o pequeno painel cerâmico com uma Rosa dos Ventos que fiz em estilo alicatado e que já tinha falado antes aqui.

Cada peça foi cortada à medida, vidrada com uma cor diferente e pintada à mão com o nome de cada vento – de acordo com o projecto que me foi dado.

Está pronto a ser entregue e a seguir directamente para um terraço em Castelo de Vide.

ALICATADO

2016-10-07-11-23-36

Entre a manufactura de fragmentos cerâmicos, a elaboração de desenhos, a preparação de três ou quatro vidrados brancos com tonalidades diferentes e a pintura de réplicas para os painéis do Museu do Azulejo, tenho andado também a trabalhar – muuuuito devagarinho – neste projecto que me foi encomendado em pleno Agosto, o qual avisei desde logo que iria demorar até estar pronto.

Trata-se de um pequeno painel cerâmico com 30x30cm que propus fazer em alicatado; técnica que remonta aos séculos XVI e XVII e que consiste em agrupar pedaços de ceramica vidrada, cortados com diferentes tamanhos e formas, sendo que cada pedaço  é monocromático e faz parte de um conjunto de várias cores, mais ou menos complexo – neste caso, forma uma Rosa dos Ventos.

Neste momento tenho todas as peças cortadas e após algumas experiências, os vidrados também já estão escolhidos – foi-me dada inteira liberdade com os tons, desde que seguisse  as cores do desenho original. Agora falta vidrar peça a peça e depois pintar em cada uma o nome de cada vento. E depois cozer e esperar que corra tudo bem.

Estou contente; é giro este projecto – e finalmente entendi o significado de Tramontana.

PROTÓTIPOS

2016-09-20-10-05-35

Ontem mostrei finalmente os protótipos dos azulejos em meio-relevo, que fiz por encomenda para a galeria Objectismo e que já tinha falado aqui.

Cada azulejo foi vidrado com um branco diferente e depois de encontrar o amarelo pretendido iniciei a pintura, mas deparei-me logo com algumas dificuldades; fazê-la manualmente seria o mais lógico – e foi como comecei – mas depois de pronto o primeiro azulejo percebi logo que iria ter problemas caso me pedissem para produzir uma série deles.

Resolvi passar ao plano B e optar pela técnica da estampilha, a qual não é óbvia quando se está a falar de pintar sobre motivos relevados – convém que a abertura da máscara coincida com o perfil das saliências -, mas após algumas tentativas falhadas, lá acabei por conseguir. O resultado ainda não está perfeito; mas a pintura executa-se mais rapidamente e caso me peçam para produzir uma série de azulejos, o logotipo aparece pintado sempre com as mesmas características.

O cliente viu – e gostou. Escolheu o protótipo com o vidrado branco que mais lhe agradou e  pediu-me para produzir uma série destes azulejos.

 

LOGOTIPO

2016-07-19 13.53.01

Novo projecto em mãos – execução de um azulejo em meio-relevo com o logotipo da Objectismo, uma galeria/loja em Lisboa, que divulga e comercializa cerâmica industrial e  de autor, produzida nalgumas das mais importantes fábricas ou olarias portuguesas entre o início da década de 40 e o final dos anos 80.

A ideia, para já, é apresentar um protótipo; mais tarde talvez se pense nalguma produção.

DESMULTIPLICAR

2016-07-12 09.10.40 2016-06-16 09.59.15 2016-07-08 11.07.29 2016-07-18 09.55.09 2016-07-19 13.53.01 2016-07-20 10.12.23 2016-06-15 12.28.22 2016-07-15 09.35.08 2016-04-21 09.48.57 2016-06-29 16.37.22

De repente ando sem mãos a medir.

Se até inícios de Junho este ano se revelou bastante fracote, obrigando-me a recorrer aos planos B e C para ir ganhando pelo menos o suficiente para pagar a segurança social e as despesas mensais aqui da oficina, de há um mês a esta parte foram-me aparecendo vários projectos para executar, os quais  gostaria de deixar terminados até ao fim de Julho – antes de ir uns dias a banhos e limpar totalmente a cabeça antes da rentrée.

Gosto de trabalhos pequenos, – começa-se um projecto, organizam-se materiais e tarefas, executa-se e quinze dias ou um mês depois, está entregue. Só não entendo é porque é que uma pessoa tem de fazer das tripas coração para cumprir prazos, (nem pensar em contratar ninguém para ajudar, claro; estes trabalhinhos vieram mesmo a calhar!) quando podia realizar com calma um projecto de cada vez.

Vá lá, dois.