BAIXO FOGO

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Novamente às voltas com mais experiências de cor; desta vez quero conseguir fazer vidrados opacos, de baixo fogo, e que resultam por sobreposição de tons – ando aqui com umas ideias para fazer azulejos. A questão, para já, é descobrir se tenho de trabalhar com mais ou menos transparências ou se os vidrados, em crú, se aplicam mais espessos ou mais finos. Muito para trabalhar e muito para aprender ainda. Mas vou no bom caminho.

VIDRADOS DE CHUMBO

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Aproveitando os azulejos que ficaram mais empenados resolvi fazer alguns testes de cores com vidrados de baixo fogo, para ver como saíam. Quando fiz estes exemplares, estava apenas a pensar em usá-los como mostruário de azulejos Arte Nova que a Tardoz poderia produzir sob encomenda, para revestimentos parietais; mas uma amiga perguntou-me por que é que não os tento vender avulso – o que, confesso, nem me tinha ocorrido. Mas agora, vendo bem, por que não? Até acho que podem ter saída…

À MEDIDA

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Acabei de desenfornar os azulejos que me encomendaram para alternarem com estes industriais, de figura avulsa. As chacotas foram feitas à medida e os vidrados, um de cada cor, são a condizer com os tons existentes no resto do conjunto – tal como me foi pedido.

ALTO-FOGO/BAIXO-FOGO

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Continuo com a minha saga de fazer experiências de cor para obter vidrados – de baixo e de alto fogo; uns para um tipo de peças, outros para outro. Na verdade, os que mais me interessam são os de alto fogo, uma vez que se aplicam ao barro refractário com que quero trabalhar; mas, aproveitando que hoje vou fazer uma cozedura de vidrados de baixo fogo, vão também alguns testes junto, sempre se aproveita a mesma fornada. Basicamente são as mesmas receitas, mas aplicadas a dois tipos de vidrados base com composições diferentes. Sempre quero ver no que dá.

ÓXIDO DE COBRE

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Com o pretexto de encontrar um vidrado de baixo fogo verde para vidrar um azulejo de uma encomenda, resolvi fazer umas experiências de cores partindo de três vidrados, transparentes, com composições diferentes. O princípio era o mais básico para quem começa com estas andanças da cerâmica: pegar em cada um desses vidrados base e acrescentar óxido de cobre a cada um deles, em percentagens diferentes. Assim fiz e fiquei com três receitas diferentes e com três copinhos com três vidrados diferentes; que não seriam usados para mais nada, arriscando-se a irem todos para o lixo – que nesta coisa das receitas de vidrados temos sempre de contemplar o factor desperdício.

Uma vez que eu sou pouco dada a desperdícios e, aproveitando também o facto de ter de fazer uma fornada apenas para aquelas experiências de cor, resolvi juntar a cada copo um bocadinho de óxido de cobalto – só para ver o que é que dava. E depois, já agora, uma pitada de óxido de estanho. E de zinco. E para finalizar, misturei as receitas todas umas com as outras.

Foram estes os resultados. Uns aproveitam-se e são para repetir; outros são para esquecer e outros ainda são a base para novas receitas. Adoro isto!