ANO NOVO

 

Aproveitando o início do ano e também a encomenda que tive da loja do Mosteiro dos Jerónimos para fazer alguns fechos de abóbada em barro refractário, ando há três ou quatro dias ocupada a produzir uma série de Relógios de Sol que gostaria de deixar já feitos para o que der e vier – fica tudo a secar ao mesmo tempo e rentabiliza-se uma fornada de alto fogo.

OITO

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Estão finalmente prontos os oito novos exemplares de Relógios de Sol com mostrador horizontal que fiz para a latitude 38ºN, a da região central de Portugal, para já a pensar em Lisboa e arredores. Estou muito satisfeita com os resultados e com o interesse que todos têm demonstrado – parece-me que as pessoas gostam.

E aproveitando a deixa, já tenho uma série de ideias para novos modelos – se calhar, agora  em grés, para variar do refractário e continuar na linha do alto fogo.

GNÓMONS

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Acabei agora mesmo de enfornar os últimos quatro relógios de sol que ainda me faltavam – vão a cozer esta noite, a 1250º. A tentação de os ver prontos é grande, mas impossível abrir o forno amanhã, vai estar demasiado quente; de modo que agora, resultados, só na segunda-feira que vem.

Entretanto, já cortei e rebarbei todas as varetas de aço inoxidável que depois vão servir de gnómons – quero tudo pronto o mais rápido possível, para depois seguirem para uma ou duas lojas (que ainda não sei bem quais… ).

QUASE PRONTOS

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Depois de mais de um mês (quase dois!) à espera que secassem, consegui finalmente fazer a primeira fornada com os meus novos relógios de sol – pode-se dizer que são objectos relativamente grandes e grossos e a secagem deve ser muuuito lenta (o que não é difícil com o frio e a húmidade que tem estado) de modo a que não empenem e principalmente, não se partam durante a primeira fase da cozedura.

Estou muito satisfeita. Andava há que tempos com vontade de fazer umas experiências com óxidos metálicos em alto fogo, para aplicar nos relógios de sol (e não só) e estes são os primeiros resultados, acabados de desenfornar – resultaram.

Amanhã tenho de cortar varetas de aço inoxidável  para aplicar como gnómons e depois estão prontos, mesmo a tempo de os levar para o Mercados no Museu, que vou fazer no sábado – e se tudo correr bem, estará um dia de sol.

ÓXIDOS METÁLICOS

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Tenho andado ocupada com mil e uma coisas – entre elas os meus novos relógios de sol, que finalmente parece que já estão secos e prontos a cozer a 1250º.

Entretanto e aproveitando esta maré do alto fogo, tirei hoje do forno uma série de experiências que entretanto fiz com barro refractário, porcelana, grês e óxidos metálicos – estou aqui com umas ideias novas, que acho que vão resultar bem.

FECHOS DE ABÓBADA

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Já não me lembrava destes fechos de abóbada em barro refractário que fiz há bastante tempo para a loja do Mosteiro dos Jerónimos – na verdade,  foi de lá que me perguntaram por eles, que “até se vendiam bastante bem”. Acho estranho não me lembrar deste pormenor/maior – mas se eles o dizem, eu acredito e não perco nada em confirmar. Para já, vinte a aguardar secagem.

GEOMETRIA

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Decidi retomar o meu antigo projecto de construção de Relógios de Sol em barro refractário, começado talvez há uns três anos e abandonado pouco tempo depois – umas e outras coisas que se foram metendo pelo meio e também algumas dificuldades técnicas não só com o gnómon, mas também com o facto de na altura ter criado dois tipos de mostradores horizontais quando queria era mostradores verticais. Baralhei-me, pronto e na altura aquilo chateou-me.

Bom, retomei então o projecto; decidi ver as coisas pelo lado positivo: pelo menos já tenho dois modelos horizontais. E mais algumas ideias para os verticais. Continuo ainda a ter de resolver a questão do gnómon e a de compreender geometria.

OSSOS DO OFÍCIO

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Tenho andado em maré de azar: para além do forno pequeno, companheiro de há quase vinte anos de andanças e fornadas estar avariado há cerca de seis meses e a máquina fotográfica dizer-me que tem o cartão cheio quando este está completamente vazio; agora também o forno grande se avariou. Para agravar a situação, metade da minha última produção de placas relevadas foi feita em barro refractário negro, cujo pacote estava há que tempos junto com os outros de barro normal – e que eu já nem me lembrava da sua existência -, cuja cor só se consegue diferenciar depois da cozedura. Como foi nesta fornada que o forno se avariou, as placas, para além de negras, ainda ficaram um bocado empenadas, devido à sobre-cozedura a que foram submetidas.

Resumindo: agora tenho várias placas relevadas negras e empenadas, mais uma série delas mescladas de tonalidades várias e também empenadas e apenas umas quantas que mais ou menos lá conseguiram escapar a estas misturas mas que também estão demasiado cozidas para eu poder dizer que estejam bem e poder entregá-las na loja do Mosteiro dos Jerónimos.

Concluíndo: lá terei de abrir os cordões à bolsa para mandar arranjar pelo menos um dos fornos e a máquina fotográfica; comprar mais uns 100Kg de barro e ainda mais uns comprimidos para a memória. E depois produzir tudo de novo e pensar sobre o que fazer com estas peças todas que agora só ocupam espaço aqui na oficina.

PLACAS RELEVADAS

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Retomei finalmente a minha produção de placas relevadas em barro refractário, que normalmente vendo na loja do Mosteiro dos Jerónimos e que me pediram há que tempos para entregar – há mais de seis meses – mas que ainda não tinha tido tempo para as fazer. Entretanto e como sempre, tenho ideias para novas, a ver quando consigo.

Estas ainda estão em fase de secagem, mas podem vê-las prontas aqui.

JOSÉ MARIA DA FONSECA

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Ontem fui a Vila Nogueira de Azeitão, às caves dos vinhos produzidos pela José Maria da Fonseca – contactei-os aqui há uns tempos no sentido de lhes mostrar um baixo-relevo que fiz, em barro refractário, baseado na azulejaria relevada do séc. XVI.

Tenho tido estas peças guardadas, sem saber bem o que lhes fazer; quando fiz o protótipo original estava a pensar em lojas ligadas ao património, mas na altura, o então IGESPAR recusou-as, uma vez que elas não se referiam a nenhum dos monumentos sob a sua alçada – como as outras que lá tenho  – e elas ali ficaram, guardadas, à espera de qualquer coisa que fizesse sentido.

Ontem fui entregar 10 unidades à Loja de Vinhos da José Maria da Fonseca. Parece-me fazer todo o sentido que um apreciador de vinho ofereça ou receba uma boa garrafa de vinho juntamente com uma peça alusiva ao mesmo tema.

Mas isto digo eu, que não percebo nada do assunto.