Decidi retomar a minha produção cerâmica que já estava parada há algum tempo. Estou a fazer mais placas relevadas, agora com a colecção completa das sete da Série Horto e as do costume que tenho à venda no Mosteiro dos Jerónimos. E ainda mais taças novas, da Série Fragmentos, que já tinha feito à laia de experiência e à pressa para ir à Feira Setecentista de Queluz em Julho do ano passado, mas agora com o barro refractário que eu costumo usar. Quero ainda modelar mais três novas placas relevadas, para uma nova série que tenho em vista, mas tudo a seu tempo; primeiro tenho de pôr estas todas novamente a mexer…
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BARRO REFRACTÁRIO
A semana passada fui comprar barro. Como sou organizadinha, tinha de parte algum dinheiro que me ficou da última feira que fiz, em Julho do ano passado, já a pensar em investi-lo na compra de mais material cerâmico. Não deu para muito; o IVA aumentou entretanto, mas ainda assim consegui comprar oito pacotes, sempre são 100Kg de barro refractário que já dão para qualquer coisa. Vou voltar à minha produção cerâmica, quero fazer mais peças das que já tinha feito e tenho umas ideias novas. E a ver se, de uma vez por todas, me meto nas minhas tamanquinhas e vou bater a umas portas de lojas que tenho em vista…
SOLINHO
A minha cabeça não tem parado, por mais que eu tente. Tenho uns quantos azulejos da Igreja da Lousã para restaurar, mas têm tão pouco carisma que nem me apetece tocar-lhes. Falta-lhes peso, estrutura que se sinta. Tenho andado a pensar nos meus relógios de sol e ainda não descansei enquanto não acabei os moldes dos dois primeiros que fiz, peças maciças. Estou ansiosa por ir comprar barro refractário! Não resisti e modelei mais este pequeno solinho, que ainda não sei para o que é que vai servir, talvez para uma aplicação. Quero fazer mais umas quantas e também novos carimbos, para depois poder trabalhar sobre mostradores simples, ainda na mesma linha das placas em cerâmica relevadas que tenho andado a fazer.
NÃO ERA BEM ISTO…
Acabei de abrir o forno, ainda a 100ºC. Deixei as minhas peças a cozerem no domingo à noite, parece que nenhuma se partiu, o que era o meu medo. De qualquer forma, deu já para perceber que este barro fica com um aspecto final diferente do outro que eu costumo trabalhar, tem uma cor diferente, mais avermelhada… E não era bem isto que eu queria…. É o que dá trabalhar à pressa, sem ter tempo para experiências. Por outro lado, tem a ver só com as minhas expectativas, quem não saiba… Bom, agora não há nada a fazer, a fornada foi igual às outras, com as mesmas temperaturas e o melhor é vidrá-las e pintá-las como tinha pensado e ver o que é que dá…
TEMPO CONTADO
Fiz cinco pratinhos e cinco taças altas novas. E ainda mais seis solitários. Este barro é novo, tem chamote mais fina, não sei bem como vai resultar, mas não havia o que eu costumo trabalhar. Por um lado, talvez até seja melhor, pois quero pintar os motivos como se fossem fragmentos de azulejos ou faiança e o grão mais fino facilita. Já tenho esta ideia há muito tempo, para possíveis peças para pôr à venda no Museu do Azulejo. Tenho o tempo contado, se as quiser levar à Feira Setecentista, no fim da próxima semana e ainda falta quase tudo: secar, lixar, cozer, vidrar e pintar, cozer novamente. Acho que vou ter de acelerar o processo nalguma fase…
PEÇAS NOVAS
Resolvi ir à Feira Setecentista de Queluz, no fim deste mês. É verdade que eu tinha dito que não ía, quando a Câmara Municipal de Sintra me convidou para participar; aleguei que as minhas peças tinham sido idealizadas para as feiras medievais e que eu achava que não se adaptavam a este novo tema. Também é verdade que ainda lhes disse que, embora tivesse já umas ideias, não tinha tempo suficiente para fazer peças novas, mas que para o ano contassem comigo. Só que pensei melhor, falei com a Câmara e afinal vou. Vou, «mas só com estas peças que restam, não gasto nem mais um tostão em barro!»
Hoje fui comprar barro. Foram só dois pacotinhos… Fiz peças novas. Tem estado calor e talvez elas sequem. Domingo, no máximo, têm de ser enfornadas. Como não tenho muito tempo para experimentar ideias novas, continuo na mesma linha das que já tenho, mas com uma decoração diferente. Azul e branca, como na época áurea da azulejaria portuguesa do séc. XVIII.
Entretanto, espero não mudar de ideias mais vez nenhuma.
CANDEEIROS
Ando um bocado perdida desde que vim de Elvas na segunda-feira passada. Assim como que meia anestesiada… É verdade que tem estado um calor dos diabos, o que não ajuda a pensar, mas ando para aqui na oficina sem saber bem o que fazer, tipo barata tonta. O objectivo era trabalhar para aquela feira, mas agora a feira já passou e a vida continua. E agora? De repente tenho de reorganizar mais uma vez a cabeça, (uf… está abafado, aqui dentro!…). Também estar cá sempre sózinha não ajuda, depois venho para aqui e não páro de escrever. E gosto de falar, ainda por cima! Ontem tentei fazer uma ou outra peça com o barro que ainda me resta, mas não gostei de nada e acabei por desmanchar. Fiz estes dois candeeirinhos, com um certo ar de sinos de Natal…(atenção; que em último recurso ainda pode ser uma via a explorar!) Bom, pelo sim, pelo não, já ficam.
VELAS EM ELVAS.
Uma vez que não pensei na iluminação da minha barraquinha na feira Medieval de Elvas, consegui contornar o problema espalhando várias velas por cima do balcão e da mesa de apoio onde estavam as peças. Juntamente com a fraca iluminação que eu tinha de duas lâmpadas, até acho que ficou com um ambiente… medieval. Em todo o caso, já ando a pensar em fazer uns candeeiros, também em barro refractário, para levar à próxima feira que eu vá brevemente…
FORNADA
TACINHAS E CARIMBOS
Fiz uma série de 30 tacinhas pequenas, em barro refractário. Vou vidrá-las por dentro. Pela minha experiência, sei que se vendem bem, até porque são baratinhas… Estas são um pouco diferentes das que já fiz uma vez, resolvi aplicar-lhes um carimbo do lado de fora. Acho que resultam.
Isto ainda a pensar na Feira Medieval de Elvas, que continuo sem saber se vou…










