SOLINHO

A minha cabeça não tem parado, por mais que eu tente. Tenho uns quantos azulejos da Igreja da Lousã para restaurar, mas têm tão pouco carisma que nem me apetece tocar-lhes. Falta-lhes peso, estrutura que se sinta. Tenho andado a pensar nos meus relógios de sol e ainda não descansei enquanto não acabei os moldes dos dois primeiros que fiz, peças maciças. Estou ansiosa por ir comprar barro refractário! Não resisti e modelei mais este pequeno solinho, que ainda não sei para o que é que vai servir, talvez para uma aplicação. Quero fazer mais umas quantas e também novos carimbos, para depois poder trabalhar sobre mostradores simples, ainda na mesma linha das placas em cerâmica relevadas que tenho andado a fazer.

VIVENDAS E JARDINS!

Estou a fazer um segundo Relógio de Sol, este mais pequeno do que o primeiro. É um mostrador simples, que depois poderei completar com elementos variados, carimbos e relevos. A minha ideia, para já, é ainda fazer mais um, talvez mais clássico e ficar com um conjunto de três para ir tentar vender nalguns hortos. Sintra será um bom local e Sesimbra também. E claro, Lisboa. E Cascais, lembrei-me agora. Têm de ser lugares numa zona de vivendas com jardim e quanto maiores as vivendas e os jardins, melhor. Estou satisfeita com o meu trabalho, há quatro meses que não páro de produzir e continuo cheia de força e ideias.

Amanhã vamos para a Lousã, eu e o Loubet, começar o trabalho de restauro dos azulejos da Igreja Matriz. Vou ter de interromper a cerâmica por agora, mas preciso urgentemente que me entrem uns €€€ na conta. Lá se vai a criatividade por uns tempos, mas segundo me conheço, vou estar sempre a pensar nisto. E vendo bem, talvez até seja bom criar um certo afastamento daqui da oficina.

CANDEEIROS

Ando um bocado perdida desde que vim de Elvas na segunda-feira passada. Assim como que meia anestesiada… É verdade que tem estado um calor dos diabos, o que não ajuda a pensar, mas ando para aqui na oficina sem saber bem o que fazer, tipo barata tonta. O objectivo era trabalhar para aquela feira, mas agora a feira já passou e a vida continua. E agora? De repente tenho de reorganizar mais uma vez a cabeça, (uf… está abafado, aqui dentro!…). Também estar cá sempre sózinha não ajuda, depois venho para aqui  e não páro de escrever. E gosto de falar, ainda por cima! Ontem tentei fazer uma ou outra peça com o barro que ainda me resta, mas não gostei de nada e acabei por desmanchar. Fiz estes dois candeeirinhos, com  um certo ar de sinos de Natal…(atenção; que em último recurso ainda pode ser uma via a explorar!) Bom, pelo sim, pelo não, já ficam.

CARTÕES

Estou a fazer os meus cartões de apresentação para dar às pessoas. Como ando em retenção de custos ultimamente, há que reduzir as despesas ao mínimo: fotocópias a preto e branco, sobre papel brilhante com uma boa gramagem. Numa folha A4 consigo fazer 10. Depois é só ter o trabalho de cortar cada um. Para dar um toque colorido, tenho um carimbo, feito manualmente, que aplico onde eu quiser… E assim posso ir variando, tanto na cor de fundo, como na do carimbo. A necessidade aguça o engenho…

E com os pedacinhos que sobram, ainda posso fazer um cartãozinho pequeno que posso furar e adicionar aos embrulhos de quem me comprar alguma peça! Não se desperdiça nada…

TACINHAS E CARIMBOS

Fiz uma série de 30 tacinhas pequenas, em barro refractário. Vou vidrá-las por dentro. Pela minha experiência, sei que se vendem bem, até porque são baratinhas… Estas são um pouco diferentes das que já fiz uma vez, resolvi aplicar-lhes um carimbo do lado de fora. Acho que resultam.

Isto ainda a pensar na Feira Medieval de Elvas, que continuo sem saber se vou…