Hoje recebi a fotografia do painel de azulejos que fiz para ornamentar uma parede com um bebedouro para cavalos – já aplicado e com a torneira no lugar que indiquei. Obrigada, ficou muito bem.
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OS CAVALOS A CORRER, AS MENINAS A APRENDER.
Está pronto e entregue o painel dos cavalos que estive a fazer há cerca de duas semanas para a tal parede com um bebedouro para cavalos.
Nunca tinha pintado um painel deste género – nem gosto especialmente de fazê-lo – e depois deste terminado, aprendi algumas coisas:
- Nunca começar a pintar um painel sem ter um projecto/maquete completamente pensado e desenhado;
- Ampliar sempre o desenho para as proporções desejadas e picotar os estregidos com os tamanhos reais – é uma seca, mas dá jeito e faz sentido;
- Se a dimensão do painel for maior do que a do taipal, não vale a pena tentar montá-lo lá todo de uma vez a ver se, por milagre, afinal sempre cabe (porque, claro, os pontos anteriores não foram tidos em atenção);
- O painel não cabe no taipal, pronto; pinta-se por partes – nunca começar pelas fiadas de baixo primeiro do que as de cima, nem pelas da direita antes do que as da esquerda e muito menos pelas do meio e depois o resto que falta no fim;
- Não improvisar/inventar/criar/pintar nada directamente nos azulejos sem que antes tenha sido bem pensado – depois dá asneira e remediar não é fácil (novamente aqueles pontos);
- Não andar a montar e a desmontar constantemente azulejos com o vidrado crú no taipal – perde-se muito mais tempo do que se se pintasse por partes organizadas e há sempre uns pedaços de vidrado que saltam;
- Não pensar que se demora só três ou quatro dias a fazer o painel e depois é o dobro.
No domingo entreguei-o ao cliente, que me disse “está lindo”. Agora espero pela fotografia com ele aplicado na parede, que foi para isso que o fiz.
AGUADAS, MÉDIOS E FORTES.
Terminei a pintura do painel com cavalos que me ocupou estas duas últimas semanas – confesso que demorei mais tempo do que aquele que tinha previsto. Isto de pintar assim um painel de raiz, todo a azul e branco, não é nada fácil e a certa altura já estava toda baralhada com as diferentes tonalidades das aguadas, dos médios e dos fortes e já não tinha a certeza se deveria dar o assunto por encerrado, ou se, por outro lado, ainda estaria longe do final.
Na verdade ainda não tenho essa certeza. Mas agora os azulejos estão no forno e depois de amanhã já vou saber.
2/3
Estou aproximadamente a 1/3 do fim da pintura do painel de azulejos que me encomendaram para decorar uma parede exterior com um bebedouro para cavalos.
Habituada – e formatada- como estou a fazer réplicas para obras de restauro de azulejos, confesso que este desenho livre me está a dar um pouco de água pela barba e a demorar mais tempo do que aquilo que eu previa: custa-me descolar da azulejaria tradicional portuguesa; não costumo desenhar; não sou uma pintora de painéis de azulejos; não tenho por onde me basear e não sei fazer paisagens nem cavalos, muito menos a azul e branco.
Como há sempre uma primeira vez para tudo, recorro às noções de desenho que me ficaram da escola e de um ou outro curso que fiz depois dela e ainda da leitura assídua de banda desenhada e também à teoria que o meu avô Ernesto me ensinou sobre pintura com aguarelas, que se pode assemelhar à pintura de azulejos a azul e branco – pintar sempre dos tons mais claros para os mais escuros.
E assim avanço lentamente, a pouco e pouco. Apesar de me terem dito que o painel poderia ser rústico, não me apetece que fique nenhum mamarracho.



