De volta à oficina, depois da super-constipação com direito a febre apanhada no Mercado de Natal que fiz a semana passada. Para piorar ainda mais o cenário, o forno grande, onde estávamos a cozer os azulejos para o painel da FCUL, estragou-se a semana passada, ao fim de dez anos a funcionar como deve ser – já estava no seu direito, claro; mas não foi na melhor altura, quando temos o trabalho para entregar até dia 31. Mas enfim; por sorte temos o forno mais pequeno, no qual estamos a adiantar e a enfornar as chacotas (no dobro do tempo…) para as conseguirmos deixar já vidradas e depois, quando o grande estiver arranjado (espero que ainda hoje…), é só vir cá à oficina fazer fornadas de vidrados, dia-sim, dia-não, quase de empreitada. Com um pouco de sorte e mesmo à justa, com Natal e tudo pelo meio, vamos conseguir fazer as quatro fornadas que faltam até ao prazo estabelecido. E talvez ainda mais uma de emergência, para as baixas que apareçam entretanto.
Etiqueta: Cerâmica
BARRAQUINHA 9
DOIS DIAS
A dois dias do Mercado de Natal de Alvalade e ainda tenho peças no forno. Acho que exagerei na produção, mas não sei; o mercado dura quatro dias e não quero ficar com a barraquinha vazia. Isto pensando que vou vender muito, claro está. De resto, trato dos últimos pormenores: papel de embrulho – está; tesoura – sim; extensão eléctrica (que escurece cedo) – também; um banquinho para me sentar – ok; e ainda mais uma série de outras coisas que estão na minha lista já há algum tempo, que eu sou organizada. Ah!, e não me posso esquecer dos meus cartões pessoais, a ver se os faço amanhã sem falta. Depois, à tarde, vou ao sorteio da chave e ao fim do dia já posso levar tudo para a barraquinha que me calhar em sorte, para na quarta-feira, às 11h, abrir a janela ao público muito bem disposta. Bom, e já agora, a ver se não me esqueço de levar também as peças.
CARREGADINHO
Hoje enchi totalmente o forno grande com a primeira remessa de peças que andei a fazer quase toda esta semana para o Mercado de Natal de Alvalade – a fornada de vidrados está programada para arrancar à meia-noite, que é para aproveitar as vantagens do bi-horário. Ainda tenho mais peças para terminar, mas agora muito menos do que as que já estão enfornadas (confesso que estou a ficar farta de anjinhos, estrelinhas e árvores de Natal) e de qualquer modo as tarefas mais morosas estão terminadas. Amanhã, apesar de ser sábado, venho para a oficina trabalhar; queria despachar todas as fornadas antes de quarta-feira, data em que eu mais a Margarida prevemos começar a cozer as primeiras chacotas do painel da FCUL e aí os dois fornos vão começar a estar sempre ocupados. Mas abrir o forno e ver como é que estas ficaram, agora, só na segunda-feira.
OFICINA
Hoje desenfornei todas as peças de faiança da minha produção para o Mercado de Natal de Alvalade que se aproxima a passos largos e que enchacotei durante o fim-de-semana – nenhuma baixa, estou satisfeita. A primeira parte já está feita. Agora falta a decoração; seleccionar e juntar em pequenos grupos, por cores; as que vão ser vidradas com transparente, com opaco e ainda as que vão ser vidradas e pintadas à mão, com tintas de alto fogo. O meu cantinho aqui na oficina está cheio, mas tenho esta semana toda para tratar deste assunto, antes de começarmos novamente com o painel para a Faculdade de Ciências, que entretanto continua a secar muuuito lentamente.
AINDA CRUAS.
CRUAS
Retomo a minha produção natalícia para o Mercado de Natal enquanto os azulejos do painel da Faculdade de Ciências secam – na verdade, o meu tempo tem sido muito bem rentabilizado; já tinha aproveitado a secagem da minha produção natalícia para fazer os azulejos da Faculdade de Ciências.
As peças em barro refractário já foram a cozer a noite passada e agora trato dos acabamentos nas de faiança – trabalho de sapa, lixar uma série de pecinhas pequenas, mas os acabamentos, toda a gente sabe, são morosos mas fazem a diferença e eu nestas coisas gosto de ser perfeitinha. Estas pensei-as para pendurar; na árvore de Natal, na porta da entrada, onde se quiser; só ainda não sei bem como é que hão-de ser decoradas, mas já tenho uma série de ideias. Mas primeiro tenho de acabar esta fase; se tudo correr bem, amanhã conto encher o forno grande para enchacotá-las – a estas e às mais não sei quantas que tenho já prontas aqui na oficina.
SECAGEM
Terminámos a primeira etapa da manufactura dos 372 azulejos do painel em faiança que estamos a fazer para a Faculdade de Ciências de Lisboa. Hoje tirámos dos ganapos os últimos 90 que fizemos na sexta-feira e empilhámo-los, tal como os restantes, para a primeira fase da secagem – é que, apesar do frio que se faz sentir na oficina e da humidade que vem do rio, correm o risco de ainda assim, empenarem. E agora é esperar mais uns dias para lhes fazermos os acabamentos finais, depois passá-los para um outro suporte mais arejado e esperar que sequem definitivamente para os podermos enchacotar e passar à fase seguinte. O que era bom que acontecesse lá para o fim deste mês.
A-12
Terminámos hoje a manufactura das chacotas manuais para o painel de azulejos do calendário que estamos a fazer para a Faculdade de Ciências de Lisboa. No último, o A12, correspondente ao dia 31 de Dezembro, esgrafitámos no tardoz o nome da oficina que os produziu – a Tardoz – e os símbolos de quem os executou – Isabel Colher e Margarida Melo Fernandes. Uma gracinha que será encontrada se alguma vez o painel vier a ser levantado da parede.
90 BOLINHAS
Tenho andado bastante atarefada com as várias peças que pretendo levar para a feirinha de Natal que vou fazer em meados de Dezembro – já tenho muitas, mas o problema é que quanto mais produzo, mais ideias tenho e mais peças faço; ou seja, isto assim corre o risco de nunca mais acabar e tenho de pôr um ponto final algures. Hoje vou começar a modelar as minhas tacinhas coloridas em barro refractário, que sempre tiveram algum sucesso. E acho que fico por aqui: não me posso esquecer de contar com os tempos da secagem, nem das jornadas a fazer os acabamentos finais e depois de enchacotá-las todas, ainda tenho de vidrá-las, pintá-las e fazer as segundas cozeduras. Mas sem stress; para já, para já, parece-me que está tudo controlado.









