FUCKING CHRISTMAS

De vez em quando acontece-me isto: tenho encomendas de trabalhos muito engraçados e divertidos de fazer. Aqui há uns tempos, pintei uns azulejos com desenhos infantis, que na altura falei aqui e agora foi impossível não aceitar o desafio da Ana Saramago para fazer estas decorações de Natal tão fofinhas para o  Hardcore Fofo   – são a minha cara!

Confesso que foi muito libertador escrever La la la, o caralho! umas vinte vezes – sempre me apeteceu e nunca me tinha acontecido.

 

 

BEDANKT VOOR ALLES

Entre um ou outro projecto maior, aproveito para produzir as pequenas encomendas que de vez em quando alguém me faz – a maioria das quais bastante simpáticas e engraçadas de fazer. Hoje estive a pintar estes três barcos que irão rumar à Holanda, para que a Miriam os ofereça aos seus três orientadores holandeses no dia 10 de Novembro, aquando da defesa da sua tese de doutoramento.

Bedankt Miriam; obrigada e boa sorte!

12

Acabei a encomenda de 12 balaústres em terracota que me pediram para colmatar as lacunas de uma balaustrada de um pequeno jardim particular em Lisboa.

Não estão perfeitos, perfeitos; mas tendo em conta que foi a primeira vez que fiz réplicas de balaústres e trabalhei com lastras em vez de barbotina, até estou satisfeita com o resultado – e depois de pintados, juntamente com os originais, acho que nem se vai dar por eles.

 

BISCOITAS MILHAS

Coisas giras que acontecem: as minhas taças, cheias de Biscoitas Milhas, uns docinhos tradicionais de Valença, fotografadas pelo Gonçalo Barriga para o livro “A Doçaria Portuguesa – Norte”, da autoria da Cristina Castro. Assim de repente, estas Biscoitas Milhas parecem línguas-de-gato, mas segundo a autora, não têm nada a ver.

Confesso que nunca tinha ouvido falar desta guloseima, mas enfim; esta lacuna é só uma pequena parte da minha ignorância em matéria de doces tradicionais, uma vez que afinal também há os papudos, os sardões, as passarinhas e outros com nomes tão ou mais curiosos e que podem ser encontrados aqui!

 

CINCO

Devagar e com alguma calma, tenho andado a fazer os balaústres em terracota que me pediram para colmatar os doze que faltam numa balaustrada existente num pequeno jardim particular em Lisboa. Estou cada vez mais convencida que ando a trabalhar pelo processo mais moroso e difícil, mas a verdade é que desta forma isto também resulta – e cinco deles vão já esta noite a enchacotar.

MEIO BALAÚSTRE

Assim à vista e depois de alguns cálculos, acabei de modelar meio balaústre que me irá servir de base para a execução de 12 unidades que estão em falta numa balaustrada num pequeno jardim aqui no centro de Lisboa.

Tenho a noção de que estou a fazer isto da maneira mais difícil – mais valia modelar um balaústre inteiro, na roda ou por columbinas e depois tirar um molde de dois tacelos, que poderia ser cheio com barbotina e seria um instantinho – mas pronto; não trabalho com barbotina, não tenho ideia nenhuma de quanto é a sua retracção e como sempre, há alguma pressa na obtenção das peças o que não me permite estar agora a perder tempo com testes e provas antes de executar as peças.

Por isso, vou jogar pelo seguro e fazer como sei – faço um molde de um só tacelo e vou tirando meio balaústre de cada vez e depois colo uma metade com a outra. É mais moroso, sim; mas são só doze peças, não há-de demorar nenhuma eternidade.

TRIDIMENSIONAL

 

Hoje comecei a modelar um protótipo de um balaústre em terracota – tive uma encomenda para executar doze réplicas, para colmatarem as falhas existentes numa balaustrada de um pequeno jardim no centro de Lisboa.

Confesso que estou um pouco receosa com este trabalho – na verdade é algo bastante diferente daquilo que estou habituada a fazer – e embora não seja complicado, requer alguma atenção com as medidas, uma vez que o barro retrai durante a secagem e mais um pouco ainda durante a cozedura. E neste caso, em todas as direcções; comprimento, altura e largura. “E buracos também!” – segundo me alertou o Tiago Praça, meu amigo de longa data e ceramista experiente nestas andanças tridimensionais.

PADRONAGENS

2016-11-14-11-25-40

2016-11-19-08-45-46

2016-11-21-16-02-30

2016-11-21-16-09-17

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Estão terminados e prontos a entregar os 150 azulejinhos que fiz por encomenda para o casamento da Violeta e do Matteo, agora no início de Dezembro – a ideia é cada convidado receber um como lembrança deste dia.

Cada azulejinho mede 7x7cm e tem 1 cm de espessura e funciona como um módulo que, por repetição, forma diferentes padronagens. Depois de várias hipóteses, esta foi a minha preferida. E ainda não comecei a misturar cores.

ALICATADO

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Entre a manufactura de fragmentos cerâmicos, a elaboração de desenhos, a preparação de três ou quatro vidrados brancos com tonalidades diferentes e a pintura de réplicas para os painéis do Museu do Azulejo, tenho andado também a trabalhar – muuuuito devagarinho – neste projecto que me foi encomendado em pleno Agosto, o qual avisei desde logo que iria demorar até estar pronto.

Trata-se de um pequeno painel cerâmico com 30x30cm que propus fazer em alicatado; técnica que remonta aos séculos XVI e XVII e que consiste em agrupar pedaços de ceramica vidrada, cortados com diferentes tamanhos e formas, sendo que cada pedaço  é monocromático e faz parte de um conjunto de várias cores, mais ou menos complexo – neste caso, forma uma Rosa dos Ventos.

Neste momento tenho todas as peças cortadas e após algumas experiências, os vidrados também já estão escolhidos – foi-me dada inteira liberdade com os tons, desde que seguisse  as cores do desenho original. Agora falta vidrar peça a peça e depois pintar em cada uma o nome de cada vento. E depois cozer e esperar que corra tudo bem.

Estou contente; é giro este projecto – e finalmente entendi o significado de Tramontana.