ÚNICA

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Está pronta e prestes a ser entregue a peça única que fiz, em cerâmica. Trata-se de uma floreira, ou jarra – não sei bem; mas dá para meter flores – baseada numa primeira, dentro do mesmo género, que fiz já há algum tempo e que está na loja A Roda da Fortuna, em Évora. Tal como a outra, esta peça é feita em barro refractário, mas agora resolvi aplicar também alguns engobes, óxidos e vidrados de alto fogo.  E fiquei satisfeita com o resultado.

PASTAS CORADAS

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Como se já não bastasse a saga que tenho tido com as experiências de vidrados, para efeitos e fins muito diferentes, lembrei-me agora de começar a fazer também testes para pastas coradas e engobes vítreos de alto fogo, que é o que me interessa. Mais receitas, quer isto dizer. Tenho em vista um objectivo muito específico; uma pequena/grande questãozinha técnica que me tem atrapalhado bastante desde que comecei a fazer as peças setecentistas  e cuja resolução faz toda a diferença – pelo menos, a diferença entre continuar a fazer essas peças ou a abandoná-las de uma vez por todas; o que seria uma pena pois aposto mesmo nelas e tenho mais uma série de ideias para umas outras que teriam de ser feitas da mesma maneira. Portanto e, nesse sentido, ando agora a ler uns três livros técnicos em inglês e um outro em espanhol, os quais comprei há mais de vinte anos e que pouco foram folheados – pronto, sempre foi um investimento de futuro. O pior é que não consigo desligar; quanto mais informação tenho, mais penso nisto; sonho com isto. Milhares de receitas na cabeça, alto fogo, alto fogo;  matérias primas, faiança, azulejos, fragmentos de azulejos, vidrados, engobes e fundentes. Já lá vai o tempo em que comecei a fazer umas placas relevadas simples, em barro refractário, cozidas a alta temperatura e baseadas nos baixos-relevos dos monumentos românicos e góticos. Imitavam pedra; eram tão simples. Foi assim que tudo começou.