ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE!

Alguma vez tinha de me acontecer: fazer aquilo que eu tinha dito para mim mesma que nunca iria fazer! – e estou a falar estritamente da minha produção cerâmica. Quando há uns tempos reciclei um bocado de barro branco, era já no sentido de fazer estas peças em faiança, completamente diferentes do meu trabalho até agora e que tenciono adaptar a alfinetes de peito, também conhecidos por pregadeiras ou, como diria a minha avó, broches. Confesso que não me apetecia muito cair nesta onda do berloque, mas a verdade é que os berloques vão-se sempre vendendo e portanto decidi também tentar a minha sorte. Tal como nas peças que fiz para a feira setecentista, das Séries «Fragmentos», mais uma vez a azulejaria tradicional portuguesa foi a minha fonte de inspiração e é visível que o meu lado de restauradora de azulejos se manifesta fortemente. Estas são as primeiras que pintei, ainda a título experimental, sempre quero ver se resultam…

8 Kg

Já está reciclado! Depois de suar as estupinhas, o que não é mau tendo em conta que é inverno, consegui recuperar um bom bocado de barro branco que já me vai permitir fazer umas experiências de umas peças em faiança que ando para aqui a pensar. Não está perfeito, perfeito, mas atendendo a que não tenho nenhuma fieira, fiz o que os meu quarenta e oito quilinhos de gente permitiram amassar. Vou ter de ter cuidado com algumas bolhas de ar, mas isso é o básico que qualquer ceramista amador sabe. E ao preço a que está o barro branco, ainda consegui poupar 3,5€! Que grande pelintrice, bem sei; mas já ando nesta fase… Parecendo que não, esse dinheiro já me paga uma sopa e uma sandes de queijo no café aqui ao lado. E ainda sobra para o cafézinho.

Bleah!

FAIANÇA

Acabei finalmente de restaurar este candeeiro em faiança, o ultimo assunto pendente ainda do ano passado. Estive a retocar a integração cromática dos preenchimentos, mas como não trouxe os óculos, estou um bocado com os olhos em bico e parece-me terminado. Pelo sim, pelo não, é melhor depois olhar para ele outra vez e ver se está tudo bem antes de o entregar, mas para já parece-me que sim. E pronto! A partir de agora tenho todo o tempo do mundo para não saber o que é que hei-de fazer…

ASSUNTOS PENDENTES

Mais uma coisinha pendente já há algum tempo aqui na oficina: um candeeiro de pé alto, todo em faiança, de umas pessoas amigas. Pelo que sei, levou um forte encontrão de uma criança brincalhona e caiu para o lado, partindo-se em vários pedaços. Como pesa bastante e tem um eixo interior em ferro, que agora está um bocado torto, a minha primeira impressão foi que, sózinha, não o conseguiria colar. No entanto, aqui há uns tempos e, com a ajuda do Loubet, lá conseguimos montar umas peças nas outras, um a agarrar por cima e o outro a agarrar por baixo. O mais difícil ficou feito e entretanto nunca mais lhe mexi. Vou aproveitar o balanço de tratar de assuntos pendentes e ver se de uma vez por todas o acabo de restaurar e o despacho de volta para a casinha dele ainda antes do ano novo…