18 ALCES

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A semana passada fui visitada por um grupo de 18 alces bem-dispostos, apenas de passagem aqui na oficina para um cumprimento e um copo de água, antes de seguirem caminho para as suas casas. Estavam com pressa, o que até me deu bastante jeito – não tinha muito tempo para eles.

PRODUÇÃO NATALÍCIA – PARTE II

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Faz agora um ano que andei em grande produção de peças para vender numa feirinha de Natal; fiz essencialmente pequenas decorações alusivas à época, baratinhas; que pensei terem saída como decoração para uso próprio ou como lembranças simbólicas numa altura em que é suposto as pessoas alargarem os cordões à bolsa e gastarem, gastarem – mesmo não se estando em época de vacas gordas.

Faz agora um ano que não sei o que é que me deu e desatei a fazer estrelas, sinos, bolas e árvores de Natal como se não houvesse amanhã; todos feitos à mão, um a um; seriam quantos, aí uns trezentos? Sei lá; todos únicos; safa!, de tal maneira que apesar de até ter vendido bem, ainda me sobraram uma data deles que agora estão ali guardados dentro de uma caixa, à espera de terem uma nova oportunidade este ano ou outro qualquer – que isto do Natal, até ver, é uma coisa que se repete por esta altura.

O que não me sobrou do ano passado foi nenhum alce – sem dúvida, o sucesso da minha produção natalícia 2013. Apesar de não me apanharem mais em nenhuma feirinha deste género este ano, estou a fazê-los de novo; pelo sim, pelo não. Mas com calma, apenas uma pequena manada de vinte.

BARRAQUINHA 9

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Saiu-me a barraquinha 9. (Sei que é a 9 pelo sorteio da chave, que lá não me pareceu ver nenhum número escrito.)

O Mercado de Natal de Alvalade vai estar mesmo em frente à igreja da Av. da Igreja, a partir de amanhã, dia 12 e até 15 de Dezembro, entre as 11h e as 19h. Apareçam que são bem vindos!

DOIS DIAS

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A dois dias do Mercado de Natal de Alvalade e ainda tenho peças no forno. Acho que exagerei na produção, mas não sei; o mercado dura quatro dias e não quero ficar com a barraquinha vazia. Isto pensando que vou vender muito, claro está. De resto, trato dos últimos pormenores: papel de embrulho – está; tesoura – sim; extensão eléctrica (que escurece cedo) – também; um banquinho para me sentar – ok; e ainda mais uma série de outras coisas que estão na minha lista já há algum tempo, que eu sou organizada. Ah!, e não me posso esquecer dos meus cartões pessoais, a ver se os faço amanhã sem falta. Depois, à tarde, vou ao sorteio da chave e ao fim do dia já posso levar tudo para a barraquinha que me calhar em sorte, para na quarta-feira, às 11h, abrir a janela ao público muito bem disposta. Bom, e já agora, a ver se não me esqueço de levar também as peças.

CARREGADINHO

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Hoje enchi totalmente o forno grande com a primeira remessa de peças que andei a fazer quase toda esta semana para o Mercado de Natal de Alvalade – a fornada de vidrados está programada para arrancar à meia-noite, que é para aproveitar as vantagens do bi-horário. Ainda tenho mais peças para terminar, mas agora muito menos do que as que já estão enfornadas (confesso que estou a ficar farta de anjinhos, estrelinhas e árvores de Natal) e de qualquer modo as tarefas mais morosas estão terminadas. Amanhã, apesar de ser sábado, venho para a oficina trabalhar; queria despachar todas as fornadas antes de quarta-feira, data em que eu mais a Margarida prevemos começar a cozer as primeiras chacotas do painel da FCUL e aí os dois fornos vão começar a estar sempre ocupados. Mas abrir o forno e ver como é que estas ficaram, agora, só na segunda-feira.

OFICINA

Hoje desenfornei todas as peças de faiança da minha produção para o Mercado de Natal de Alvalade que se aproxima a passos largos e que enchacotei durante o fim-de-semana – nenhuma baixa, estou satisfeita. A primeira parte já está feita. Agora falta a decoração; seleccionar e juntar em pequenos grupos, por cores; as que vão ser vidradas com transparente, com opaco e ainda as que vão ser vidradas e pintadas à mão, com tintas de alto fogo.  O meu cantinho aqui na oficina está cheio, mas tenho esta semana toda para tratar deste assunto, antes de começarmos novamente com o painel para a Faculdade de Ciências, que entretanto continua a secar muuuito lentamente.

CRUAS

Retomo a minha produção natalícia para o Mercado de Natal enquanto os azulejos do painel da Faculdade de Ciências secam – na verdade, o meu tempo tem sido muito bem rentabilizado; já tinha aproveitado a secagem da minha produção natalícia para fazer os azulejos da Faculdade de Ciências.

As peças em barro refractário já foram a cozer a noite passada e agora trato dos acabamentos nas de faiança – trabalho de sapa, lixar uma série de pecinhas pequenas, mas os acabamentos, toda a gente sabe, são morosos mas fazem a diferença e eu nestas coisas gosto de ser perfeitinha. Estas pensei-as para pendurar; na árvore de Natal, na porta da entrada, onde se quiser; só ainda não sei bem como é que hão-de ser decoradas, mas já tenho uma série de ideias. Mas primeiro tenho de acabar esta fase; se tudo correr bem, amanhã conto encher o forno grande para enchacotá-las – a estas e às mais não sei quantas que tenho já prontas aqui na oficina.

PRODUÇÃO EM SÉRIE

Há coisas que eu dantes – estou a falar de há cerca de uns vinte anos – pensava que nunca iria fazer. E quando, há dois anos, me comecei a aventurar pelos caminhos da cerâmica, em paralelo com os da conservação e restauro de azulejos, ainda mantinha essa mesma convicção, a de que havia coisas que eu nunca iria fazer. Até agora.

Fui convidada para participar numa pequena feirinha de Natal, em meados de Dezembro. A primeira reacção foi recusar – a minha produção cerâmica, que ia tão lançada, tem estado mais parada do que o Mar Morto já há que tempos; os mesmos que têm durado as intervenções de restauro que surgiram entretanto e das quais vivo. E como não consigo desmultiplicar-me mais do que em três ou quatro, está parada; ou seja, praticamente não tenho peças nenhumas.

Depois e uma vez que o ritmo dos trabalhos e dos orçamentos está a abrandar muito consideravelmente, pensei melhor e decidi então aceitar o convite que me foi feito  e participar na tal feirinha – não tenho nada a perder, antes pelo contrário. Ok, muito bem, e com que peças? Toda a gente sabe que as coisas não andam bem para ninguém (pronto, aqui podia fazer uns à partes, mas não é o momento) e não há dinheiro quase para se viver, quanto mais para se andar a gastar em prendinhas de Natal.  Portanto, o segredo é fazer umas peças baratinhas, que a tradição manda sempre oferecer qualquer coisa e as tradições têm muita força. E como é que se podem fazer peças baratinhas, quando o que se produz é 100% manual e artesanal? Baratinhas e, já agora, minimamente apelativas, claro?  É o que ando a tentar perceber e a fazer há cerca de uma semana – apesar de não estar lá assim muito convencida. Mas agora é tarde para voltar atrás.