COLORIDO

Acabei de vidrar as minhas placas de cerâmica relevadas da colecção «Pólen». Demorou mais do que imaginava, é um trabalho moroso e delicado que não dá para fazer à pressa e eu gosto de ser perfeitinha a trabalhar (olhó restauro…). Acabei de enforná-las,  mais uma série de tacinhas pequenas, coloridas. Espero esta semana conseguir levar tudo à Original, o bom tempo vem aí e os turistas também.  Lá na loja disseram-me que as cores chamam pessoas lá para dentro; eu cá não sei, não tenho experiência nenhuma, mas querem colorido? Então cá vai!

INTERROGAÇÕES

Depois de um percalço com a fornada no forno grande, consegui finalmente abrir hoje o forno pequeno para ver como correram as experiências de vidrado. Não há nenhuma que eu possa aproveitar à partida, mas fiquei satisfeita; aproveitei quatro ou cinco como base para novas experiências e agora é só saber interpretar resultados; estará o vidro fino, ou ferveu com tanta temperatura? Será que o forno arrefeceu muito bruscamente antes dos 800ºC? Juntando óxido de zinco fica mais branco, não?… Ou precisará de mais fundente? Mas afinal onde é que aqui entra o bórax? E com a curva de cozedura, como é que é? E o raio da balança, que não consegue pesar só três gramas!… Já me rodeei de leitura para trabalho de casa; mas quanto mais leio, mais me interrogo. E pronto. Boa sorte para mim.

CHAMINÉ

Ontem fiz uma fornada de alta temperatura para uma colega que me pediu para cá vir cozer uma série de peças de porcelana. Como aqui na oficina temos um contador de electricidade bi-horário, programei o forno para arrancar às 22h, mas como a fornada que ela pretendia demorava cerca de dez horas até chegar aos 1250ºC, esta manhã, quando cheguei, por volta das nove e meia, já ele estava em fase de arrefecimento, mas ainda a 1225ºC. Abri a chaminé e por uns momentos deixei-me ficar ali por perto, a aproveitar o quentinho enquanto pensava o que é que poderia fazer hoje.

PARA VARIAR!

E agora, algo completamente diferente… para variar do azul e branco.  Aproveitando a fornada que vou fazer dos azulejos de Tavira, cozo também umas experiências de cor para estas réplicas que uma colega me pediu para fazer. Ao que parece, são uns azulejos feitos especificamente pela Cerâmica Constância para uma casa-de-banho (há gostos para tudo, é o que vale!);  não sei bem o que é que lhes aconteceu, mas estão todos fracturados e mal colados com uma cola de pedra, tudo desnivelado. Ela não os consegue descolar e achou melhor fazerem-se réplicas, até porque os preenchimentos a frio numa casa-de-banho, com humidade e limpezas regulares não haviam de durar muito… Pelos vistos, tenho alguma margem de diferenças de tons, o cliente já está avisado. Olarila!

1, 4 e 5.

Acabei agora de pintar as réplicas que ainda me faltavam do painel 1 e ainda todas as dos painéis 4 e 5, que não eram muitas. Combinei entregar o máximo que conseguisse na próxima sexta-feira, para o trabalho poder avançar lá na igreja e para isso tenho de cozê-las esta noite, de modo a rentabilizar o bi-horário e poder abrir o forno calmamente na sexta de manhã, quando já estiver frio. É pena esta fornada ir a meio-gás, ainda me faltam fazer mais três painéis; mas para esta leva já não tenho tempo (nem espaço!), para montar mais nenhum no chão e repetir todo o processo de tirar desenhos, picotar e voltar a pintar. Por isso… paciência, vai assim mesmo.

NÃO ERA BEM ISTO…

Acabei de abrir o forno, ainda a 100ºC. Deixei as minhas peças a cozerem no domingo à noite, parece que nenhuma se partiu, o que era o meu medo. De qualquer forma, deu já para perceber que este barro fica com um aspecto final diferente do outro que eu costumo trabalhar, tem uma cor diferente, mais avermelhada… E não era bem isto que eu queria…. É o que dá trabalhar à pressa, sem ter tempo para experiências. Por outro lado, tem a ver só com as minhas expectativas, quem não saiba… Bom, agora não há nada a fazer, a fornada foi igual às outras, com as mesmas temperaturas e o melhor é vidrá-las e pintá-las como tinha pensado e ver o que é que dá…

ULTIMA FORNADA

Uf! Tirei agora mesmo as ultimas peças do forno, mesmo a tempo de ir para a Feira Medieval de Sintra. Saíram todas bem! Acho que já estou a melhorar com os vidrados… Doze placas relevadas, doze tacinhas e uma taça alta. E já não tenho mais barro! Nem mais nenhuma feira em vista, para já. Espero vender bastante, estou a precisar do dinheiro. Se não, pelo menos divulgo o meu trabalho, o que é sempre bom. E oiço opiniões… Já tenho tudo pronto, só falta carregar o carro e fazer-me à estrada. Hoje a feira abre às 18h, mas as coisas têm de estar montadas duas horas antes. Espero que não chova, o tempo está esquisito e em Sintra nunca se sabe…

FORNADA DE VIDRADOS

Acabei de abrir o forno depois desta ultima fornada de vidrados. Primeiras impressões, ainda antes de ver as peças cá fora: os vidrados ficaram demasiado finos! Não há maneira de eu conseguir dar volta a isto! Acho que só com a experiência é que lá vai… Mas agora, paciência! É assim que vão ficar e logo vejo o que é que se aproveita.

AQUI NA OFICINA.

Chegada à oficina. Gosto deste espaço, apesar de ultimamente estar sempre aqui a trabalhar sozinha.Hoje quero fazer uma fornada de vidrados, acho que as peças não vão caber todas… A boa notícia foi ter tido a confirmação de que vou à Feira Medieval de Elvas! Não tenho experiência nenhuma destas andanças, de modo que vou ter de pensar bem o que é que vou levar.