VERDES E VERMELHAS

2015-10-12 09.33.49

Hoje desenfornei as réplicas dos azulejos de estampilha com estrelas verdes e vermelhas que fiz para a sala de jantar do Palácio da Pena – e, ao contrário do que receava, saíram todos bem, o que é sempre um alívio.

Estão prontas a ser entregues e é este o aspecto que vão ter na parede, entre os azulejos originais.

Sala de jantar

FORNADAS!

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De volta à oficina, depois da super-constipação com direito a febre apanhada no Mercado de Natal que fiz a semana passada. Para piorar ainda mais o cenário, o forno grande, onde estávamos a cozer os azulejos para o painel da FCUL, estragou-se a semana passada, ao fim de dez anos a funcionar como deve ser – já estava no seu direito, claro; mas não foi na melhor altura, quando temos o trabalho para entregar até dia 31. Mas enfim; por sorte temos o forno mais pequeno, no qual estamos a adiantar e a enfornar as chacotas (no dobro do tempo…) para as conseguirmos deixar já vidradas e depois, quando o grande estiver arranjado (espero que ainda hoje…), é só vir cá à oficina fazer fornadas de vidrados, dia-sim, dia-não, quase de empreitada. Com um pouco de sorte e mesmo à justa, com Natal e tudo pelo meio, vamos conseguir fazer as quatro fornadas que faltam até ao prazo estabelecido. E talvez ainda mais uma de emergência, para as baixas que apareçam entretanto.

DOIS DIAS

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A dois dias do Mercado de Natal de Alvalade e ainda tenho peças no forno. Acho que exagerei na produção, mas não sei; o mercado dura quatro dias e não quero ficar com a barraquinha vazia. Isto pensando que vou vender muito, claro está. De resto, trato dos últimos pormenores: papel de embrulho – está; tesoura – sim; extensão eléctrica (que escurece cedo) – também; um banquinho para me sentar – ok; e ainda mais uma série de outras coisas que estão na minha lista já há algum tempo, que eu sou organizada. Ah!, e não me posso esquecer dos meus cartões pessoais, a ver se os faço amanhã sem falta. Depois, à tarde, vou ao sorteio da chave e ao fim do dia já posso levar tudo para a barraquinha que me calhar em sorte, para na quarta-feira, às 11h, abrir a janela ao público muito bem disposta. Bom, e já agora, a ver se não me esqueço de levar também as peças.

CARREGADINHO

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Hoje enchi totalmente o forno grande com a primeira remessa de peças que andei a fazer quase toda esta semana para o Mercado de Natal de Alvalade – a fornada de vidrados está programada para arrancar à meia-noite, que é para aproveitar as vantagens do bi-horário. Ainda tenho mais peças para terminar, mas agora muito menos do que as que já estão enfornadas (confesso que estou a ficar farta de anjinhos, estrelinhas e árvores de Natal) e de qualquer modo as tarefas mais morosas estão terminadas. Amanhã, apesar de ser sábado, venho para a oficina trabalhar; queria despachar todas as fornadas antes de quarta-feira, data em que eu mais a Margarida prevemos começar a cozer as primeiras chacotas do painel da FCUL e aí os dois fornos vão começar a estar sempre ocupados. Mas abrir o forno e ver como é que estas ficaram, agora, só na segunda-feira.

MUFLA DE EXPERIÊNCIAS

Chegou ontem o nosso novo forno, próprio para fazer experiências de cor. Vai dar um jeitão para adiantar os trabalhos de manufactura de réplicas – coze rapidamente e consome pouco. Leva três azulejos de cada vez; com jeitinho, quatro. E já fez a sua primeira fornada: portou-se muito bem.

MUFLAS CERÂMICAS

Estou mais do que decidida a comprar um forno para experiências – e vai ser em breve. Tenho andado às voltas com as cores para as réplicas do nº 11 a Sta. Catarina e já vou para a terceira fornada (e espero que última) no nosso forno pequeno – que assim é chamado apenas porque temos um maior, se não, seria simplesmente «o forno» – e, lá por ser pequeno, sempre tem capacidade para cozer sessenta azulejos de cada vez e tem andado a fazê-lo apenas com quatro ou cinco; ou seja, quase vazio. Um desperdício de energia, que me faz impressão, para além de me sair do bolso. É verdade que aqui na oficina temos contador bi-horário e que aproveito sempre para fazer as fornadas durante a noite, mas aí levanta-se o problema de não conseguir ver os resultados logo na manhã seguinte, o que vai atrasando o trabalho. Portanto; ao fim de alguns anos a pensar nisto, agora é que é: vou comprar uma pequena mufla de experiências e de preferência, que atinja os 1300º. Já que se investe, há que ter alguma visão.

ENFORNADA!

Já está no forno a minha peça para a Exposição de Cerâmica, vai cozer esta noite. Tinha pensado fazer uma monocozedura; aplicava o óxido de cobalto com ela ainda crua e depois cozia tudo a alta temperatura de uma só vez, mas isto às vezes não corre bem como a gente quer, de modo que o melhor é fazer as coisas pelos tramites normais: enchacotá-la primeiro a 960º e então depois virá-la, dar-lhe o óxido e voltar a cozê-la; aí sim, a 1270º. Vou fazer uma fornada bastante lenta, talvez umas quatro horas só para chegar aos 200º, não vá o barro ainda não estar totalmente seco e assim prevenir algum azar… Bom e agora, figas, figas.

A MIL…

Hoje vou fazer uma fornada de vidrados, quero ver se estas peças ficam prontas para as levar à loja na próxima semana. Com tanta coisa que ando a fazer ao mesmo tempo, começo a ficar baralhada com isto tudo; tenho peças a secar para enchacotar a 970º e outras a 1040º; por outro lado, tenho vidrados para cozer a 1020º e outros a 1240º. Isto para não falar nas experiências de barro pigmentado com diferentes percentagens de óxidos, nem nas tacinhas que estou a modelar. E mais os orçamentos que tenho para fazer pelo meio disto tudo, sem me enganar e que me roubam algum tempo. Os frasquinhos com experiências de vidrados desmultiplicaram-se rapidamente e uns servem para uma coisa e outros para outra, mas como estão bem identificados, não há margem para confusões – espero eu. Tenho pressa em ver resultados; ando entusiasmada, mas estes processos demoram o seu tempo e as semanas passam demasiado rápido. E o forno demora um dia até eu poder ver o que se passou lá dentro. Ufa!… Estou cansada…

INTERROGAÇÕES

Depois de um percalço com a fornada no forno grande, consegui finalmente abrir hoje o forno pequeno para ver como correram as experiências de vidrado. Não há nenhuma que eu possa aproveitar à partida, mas fiquei satisfeita; aproveitei quatro ou cinco como base para novas experiências e agora é só saber interpretar resultados; estará o vidro fino, ou ferveu com tanta temperatura? Será que o forno arrefeceu muito bruscamente antes dos 800ºC? Juntando óxido de zinco fica mais branco, não?… Ou precisará de mais fundente? Mas afinal onde é que aqui entra o bórax? E com a curva de cozedura, como é que é? E o raio da balança, que não consegue pesar só três gramas!… Já me rodeei de leitura para trabalho de casa; mas quanto mais leio, mais me interrogo. E pronto. Boa sorte para mim.

URGENTE

Tirei agora do forno as duas réplicas dos azulejos que pintei anteontem para o Palácio Centeno. Não me parecem mal, mas só lá é que vou poder ver como é que ficam integradas… De qualquer modo, vão ter de ir assim mesmo como estão, estamos um bocado a correr contra o tempo, já que se trata de uma intervenção SOS.