Ontem fiz uma fornada de alta temperatura para uma colega que me pediu para cá vir cozer uma série de peças de porcelana. Como aqui na oficina temos um contador de electricidade bi-horário, programei o forno para arrancar às 22h, mas como a fornada que ela pretendia demorava cerca de dez horas até chegar aos 1250ºC, esta manhã, quando cheguei, por volta das nove e meia, já ele estava em fase de arrefecimento, mas ainda a 1225ºC. Abri a chaminé e por uns momentos deixei-me ficar ali por perto, a aproveitar o quentinho enquanto pensava o que é que poderia fazer hoje.
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…VIDA NOVA?
Acabei de pintar as réplicas dos azulejos para a Igreja da Misericórdia, em Tavira! Já estão no forno, neste momento a 170ºC. Se tudo correr bem, entrego-as na próxima segunda-feira. As 60 previstas inicialmente, acabaram por se transformar em 110, não sei o que é que aconteceu, mas melhor para mim, visto que o orçamento foi dado em valores unitários – assim eu receba em breve, mas acredito que sim, até agora a In Situ nunca falhou. E agora sim, ano novo, vida nova; ou seja, sem trabalho! Mas isso, afinal, é a vida do costume… não percebo de onde é que vem este provérbio…
AZULEJOS – 1, EU – 0
Fiz estas primeiras experiências de cores para as réplicas destes azulejos de uma casa-de-banho que uma colega me encomendou; tirei-as agora mesmo do forno e já deu para ver que não resultaram: os tons estão demasiado fortes em relação aos originais. Vou ter de repetir. Nesta questão do acerto de cores gosto sempre de pintar azulejos inteiros; apesar de dar mais trabalho, consigo sempre ter uma noção diferente do que se pintar apenas placas de experiências com pequenas amostras de côr. Enfim, o primeiro resultado foi este e, apesar de haver margem quanto às tonalidades, não está bem…
1, 4 e 5.
Acabei agora de pintar as réplicas que ainda me faltavam do painel 1 e ainda todas as dos painéis 4 e 5, que não eram muitas. Combinei entregar o máximo que conseguisse na próxima sexta-feira, para o trabalho poder avançar lá na igreja e para isso tenho de cozê-las esta noite, de modo a rentabilizar o bi-horário e poder abrir o forno calmamente na sexta de manhã, quando já estiver frio. É pena esta fornada ir a meio-gás, ainda me faltam fazer mais três painéis; mas para esta leva já não tenho tempo (nem espaço!), para montar mais nenhum no chão e repetir todo o processo de tirar desenhos, picotar e voltar a pintar. Por isso… paciência, vai assim mesmo.
CASA AMARELA
Acabei agora mesmo de pintar este pequeno painel toponímico em azulejos que o meu tio me encomendou em Setembro, para colocar na entrada de uma casa, obviamente, com muito amarelo. «Não há pressa nenhuma», foi o que ele me disse e, pegando nestas palavras, deixei o tempo passar, entretida com outras coisas. Aproveitei esta semana de pausa entre ter de acabar o trabalho da Lousã e recomeçar as minhas peças de cerâmica, senão nunca mais o fazia… (E se tudo correr bem, ainda para breve tenho de fazer uma série de réplicas para uma Igreja em Tavira, que convém estarem prontas durante o mês de Novembro.) E agora forno com ele!
ULTIMA FORNADA
Uf! Tirei agora mesmo as ultimas peças do forno, mesmo a tempo de ir para a Feira Medieval de Sintra. Saíram todas bem! Acho que já estou a melhorar com os vidrados… Doze placas relevadas, doze tacinhas e uma taça alta. E já não tenho mais barro! Nem mais nenhuma feira em vista, para já. Espero vender bastante, estou a precisar do dinheiro. Se não, pelo menos divulgo o meu trabalho, o que é sempre bom. E oiço opiniões… Já tenho tudo pronto, só falta carregar o carro e fazer-me à estrada. Hoje a feira abre às 18h, mas as coisas têm de estar montadas duas horas antes. Espero que não chova, o tempo está esquisito e em Sintra nunca se sabe…
SÉRIE FLORES
Quando há três meses comecei a pensar em dedicar-me à cerâmica, ainda não sabia bem o que é que ía fazer. Tinha já duas ou três placas relevadas que costumo vender na loja do Mosteiro dos Jerónimos e algumas ideias dentro desse género. Comprei barro e desatei a fazer peças a torto e a direito; foi um delírio, até porque o trabalho de restauro de azulejos não o permite, claro. Muita coisa foi posta de parte, umas por questões técnicas que ainda não domino, outras porque as peças não correspondiam às minhas expectativas. Nessa altura comecei a fazer estas placas, que, ao contrário das outras que eu tenho, já estavam pensadas para terem elementos vidrados. A ideia era fazer uma série de sete diferentes, que, ao ser vidrada de inúmeras cores, se pode desmultiplicar por uma muito maior. Fiz quatro e já não sei bem porquê, abandonei a ideia. E elas ali têm estado, há quase dois meses na prateleira, a ver o que é que lhes acontece. Hoje resolvi vidrá-las, ainda a tempo da Feira de Sintra. Finalmente dei-lhes o acabamento que tinha pensado e logo à noite, forno com elas. Se gostar do resultado, talvez depois faça as outras três que ainda faltam.
FORNADA DE VIDRADOS
Acabei de abrir o forno depois desta ultima fornada de vidrados. Primeiras impressões, ainda antes de ver as peças cá fora: os vidrados ficaram demasiado finos! Não há maneira de eu conseguir dar volta a isto! Acho que só com a experiência é que lá vai… Mas agora, paciência! É assim que vão ficar e logo vejo o que é que se aproveita.








