NOVO PROJECTO

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Estou a começar um novo projecto.

Foi-me encomendado um painel de azulejos para uma quinta particular com cavalos e a ideia é o painel ser colocado na parede por cima do bebedouro onde eles vão beber água. Requisitos:

  • O painel tem de ter cavalos, claro – mas sem serem montados;
  • A torneira do bebedouro deve ficar dentro do painel;
  • O símbolo da quinta deve aparecer em cima.
  • O painel deve ser pintado a azul e branco e as chacotas devem ser manuais.

Tudo o mais – desenho e dimensões – fica ao meu critério.

Parece-me que começo agora a perceber o sentido da frase “A angústia da folha em branco”…

VISTA DE LISBOA, 1940

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Fui hoje entregar os azulejos que me faltavam ainda fazer para o Miradouro de Santa Luzia, desta vez dez réplicas figurativas para o painel da Vista de Lisboa, da autoria de Joaquim Martins Barata, datado de 1940.

Se fazer réplicas para integrarem lacunas em painéis figurativos nunca é muito simples, neste caso a coisa foi ainda um pouco mais complicada uma vez que todos os entornos dos azulejos em falta que eu precisava se encontravam na parede, demasiado difíceis para serem levantados sem colocar em causa o seu estado de conservação. E assim, para além do acerto de cores e tonalidades de vidrados e tintas, tive de completar desenhos, linhas e manchas cromáticas e pintar as réplicas em falta de acordo com o traço, marcação e tipo de pincelada original através das fotografias que tirei no local – um pouco por aproximação e erro, à distância.

Hoje fui ao miradouro entregar e comparar os azulejos que fiz com os restantes na parede. Assim de repente parecem-me bastante bem integrados; talvez tenha de repetir um ou dois que ficaram um pouco mais claros do que os originais – espero eu, mas aguardo o parecer da fiscalização da obra.

Vim de lá bastante tranquila, mais do que esperava.

ESFERAS ARMILARES

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Entreguei as réplicas das Esferas Armilares em aresta-viva para a fonte do Miradouro de Santa Luzia – tal como esperava demorei um pouco mais do que o tempo previsto, mas em dez dias era tudo demasiado apertado, contando que tive de fazer um molde que teve de secar; depois tirar o número de exemplares pedido, que também tiveram de secar sem empenar;  fiz experiências de vidrados para acerto de cores e ainda tive de cozer as chacotas e por fim vidrá-las e cozer os vidrados.

Os tons não estão iguais, iguais; mas fiquei mais tranquila quando os responsáveis pela fiscalização da obra me disseram que réplicas são réplicas e que não se pretende enganar ninguém – um ponto de vista mais do que correcto do ponto de vista da conservação e restauro.

Agora fico à espera de ver como ficam na parede.

CRÚS

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Estão pintados os azulejos de figura avulso para o Miradouro de Sta. Luzia. Tive alguma dificuldade em encontrar chacotas indústriais semelhantes às originais, 15x15cm e 8mm de espessura; assim tão de repente e com urgência, não havia no fornecedor – que só tinha daquelas horrorosas mais finas, que apesar de serem da mesma dimensão, não são bem a mesma coisa quando colocadas na parede – mas lá consegui contornar o problema.

Hoje vão a cozer e na quinta-feira saem directamente do forno para irem para a parede. Isto se estiver tudo bem com as cores, porque pintar baseada em fotografia não me deixa muito convencida.

MOLDURA

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Finalmente consegui acabar – e entregar e montar – o projecto da moldura em azulejos que me encomendaram aqui há uns tempos para o espelho de um balneário de piscina e que entretanto tive de interromper, mas que já tinha falado aqui antes.

Depois de dar muitas voltas à cabeça, acabei por utilizar chacotas  indústriais, cortadas de diferentes tamanhos, de modo a perfazer as dimensões pretendidas – 70x55cm – e vidrar umas com azul cobalto transparente de modo a contrastarem com as outras, pintadas com tintas de alto fogo sobre vidrado branco.

O clássico azul e branco – mas um pouco diferente.

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Mais fotos na minha página da Tardoz, no facebook.

GOETHE-GARTEN

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Está terminado o assentamento do painel de azulejos que fiz sob encomenda para o lago do jardim do Goethe-Institut, em Lisboa.

O pedido foi-me feito há cerca de um mês e fui logo avisada de que havia alguma pressa, convinha que tudo – leia-se manufactura e assentamento – estivesse pronto dia 27 de Maio. E pretendia-se movimento, algo com movimento.

Em tempo record e apesar da pouca experiência que tenho em fazer painéis de raiz e muito menos tão livres como este, consegui fazer o projecto, organizar, pintar e cozer 920 azulejos. E ainda coordenar o assentamento. E acabar dois dias antes do fim do prazo.

Estou muito satisfeita! Agora só falta juntar a água.

(Já agora aproveito para agradecer o contacto à Julinha, a ajuda ao Adrian  e a estereotomia ao Pedro!)

NO LAGO

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Cansada e empoeirada demais para escrever a esta hora. Mas ainda assim bastante satisfeita: hoje estive o dia todo a coordenar a montagem do painel de azulejos que andei a pintar em tempo recorde nestas duas últimas semanas.

O lago começa a ganhar outra vida e as pessoas começam a comentar que está muito bonito.

18m²

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Coisas curiosas que acontecem: há precisamente um mês, nunca eu tinha feito um painel de azulejos de raiz, habituada como sempre estive a trabalhar em restauro e manufactura de réplicas.

Há menos de um mês tive uma encomenda para fazer um painel com 4m²; 200 azulejos que tive de pintar 1/4 de cada vez no taipal – que era o que cabia – e cozer em duas fornadas e que já falei aqui.

Há pouco mais de uma semana tive outra encomenda para fazer  outro painel de azulejos; desta vez um pouco maior do que o primeiro, apenas 18m² – cerca de 940 azulejos que irão revestir o fundo de um lago e que irei pintar metro quadrado a metro quadrado no meu taipal e enfornar 120 unidades de cada vez que é o que cabe no meu forno grande e que nunca conseguirei montar no chão aqui da oficina.

E é o que farei estas duas semanas, que o prazo de entrega é bastante curto.

 

 

1/4

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Comecei ontem a vidrar o painel com a espiral de sete cores que me encomendaram. Tive de trabalhar com um quarto de cada vez, que é quase o máximo que cabe no taipal, – na verdade o que me teria dado jeito era uma boa bancada de trabalho, grande e larga, que permitisse trabalhar sobre a horizontal, mas o espaço aqui na oficina começa a ser curto para estas dimensões.

Assim sendo, tive de ampliar o desenho e passá-lo directamente para as chacotas, quarto a quarto, com bastante atenção para que a numeração alfa numérica dos tardozes batesse toda certa de um quarto para o outro; montando, desenhando, marcando e desmontando 49 azulejos de cada vez, como se de pequenos painéis se tratassem – e era tão fácil poder-me enganar.

Depois comecei a aplicar os vidrados sobre o desenho; quarto a quarto e com atenção não só à ordem das cores, como também ao seu seguimento para o quarto seguinte, para que os quatro desenhos e as quatro manchas cromáticas batam todos certos no final – o que não consigo visualizar agora. E é tão fácil poder-me enganar.

Acabei de enfornar metade do painel. Fiz um pequeno lote de testes de cores de vidrados e nada mais, que o orçamento reduzido não permite mais custos com a electricidade, nem mais tempo com a mão-de-obra. Vai hoje a cozer e na segunda-feira vejo os resultados – quarto a quarto.

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Mais info em Tardoz.pt   e  Tardoz no facebook.

PEQUENOS PAINÉIS DE AZULEJOS

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Baseada numa ideia que tive há algum tempo, acabei hoje de montar em suporte acrílico pequenos painéis de azulejos, todos com 14x21cm de dimensão – um tamanhinho simpático para pendurar em qualquer parede.

As chacotas são totalmente manuais e têm três tamanhos distintos, que se articulam entre si de modo a respeitar a dimensão final e os motivos, retirados de diferentes fases da azulejaria tradicional portuguesa e adaptados aos tamanhos pretendidos, são pintados à mão, conjugando-se uns com os outros sem respeitar a época em que foram criados.

Para já, seis painelinhos. À experiência e até ver o que faço com eles.