PARRAS E UVAS

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Estive a tirar algumas provas desta placa relevada que fiz, há uns bons anos, em barro refractário – a primeira de todas, aquela que me fez começar a dedicar-me mais à cerâmica, como complemento aos trabalhos (ou à falta deles) de conservação e restauro de azulejos. Na altura a ideia era tentar vendê-la na loja do Mosteiro dos Jerónimos, o que veio a acontecer com outras peças que tenho dentro do mesmo género, baseadas nos seus claustros e que dão a ideia de baixos-relevos em pedra; mas esta nunca foi aceite pelo então IGESPAR, por não ser baseada em nenhum dos monumentos sob a sua égide.

De modo que cá ficaram guardadas uma série delas, em stock, à espera de eu me decidir sobre o que faria com elas.

Decidi-me agora, assim de repente. Há uma ou duas semanas – fez-se-me luz. E 10 unidades estão já encaminhadas para uma loja muito especial, que as aceitou ter à venda, à experiência e com a qual têm tudo a ver. Estou muito satisfeita!

36

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Estão entregues os pequenos azulejos que pintei sob encomenda para uma festa comemorativa de 50 anos de um casamento. 36 unidades; as que eu tinha disponíveis já enchacotadas – visto que o prazo era muito curto – e que chegam para os convidados da festa. Depois, tenho ainda de fazer mais 15, com outra calma. Fiquei contente com o resultado – não houve nenhuma baixa.

E agora, focar-me de novo nas minhas coisinhas.

ENCOMENDA

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De volta à oficina, depois de três semanas em plena natureza, sem ligação à net nem rede de telemóvel – o que é sempre bom. O pior é o regresso e os primeiros dias aqui, como de costume quando não tenho trabalho obrigatório, são passados a fazer de barata tonta; a reorganizar ideias, a ver onde é que parei e o que é que hei-de fazer. Retomar o ritmo, pronto; custa-me.

Felizmente que, ao abrir o e-mail aqui da Tardoz, depois das tais três semanas de resposta automática activada, a dizer qualquer coisa como estou fora e incontactável, volto dia 26, obrigada, vejo com agrado que tenho mensagens novas, entre as quais uma pequena encomenda para pintar umas plaquinhas em barro, com um pormenor de um desenho retirado de um convite para uma festa que assinalará os 50 anos de um casamento.

Apesar do prazo já não ser muito – têm de ser entregues para a próxima semana – e a tarefa ser repetitiva, aceitei a encomenda. Pelo menos, servem para eu entrar nos eixos. E depois se verá.

VIDRADOS DE CHUMBO

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Aproveitando os azulejos que ficaram mais empenados resolvi fazer alguns testes de cores com vidrados de baixo fogo, para ver como saíam. Quando fiz estes exemplares, estava apenas a pensar em usá-los como mostruário de azulejos Arte Nova que a Tardoz poderia produzir sob encomenda, para revestimentos parietais; mas uma amiga perguntou-me por que é que não os tento vender avulso – o que, confesso, nem me tinha ocorrido. Mas agora, vendo bem, por que não? Até acho que podem ter saída…

CILINDROS

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Hoje resolvi fazer umas peças cilíndricas.

Ainda não sei para o que é que servem, nem como é que as vou decorar, nem se as dimensões estão bem – o meu método de trabalho é sui géneris. Ando com vontade de começar uma série para jardim e parece-me que estas formas vão ser os meus primeiros vasos.

Está decidido; vou-lhes fazer um furo.

BEM SECOS

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Vou hoje enchacotar os azulejos Arte Nova que fiz há uns tempos para umas réplicas na entrada de um prédio na Rua Garret. Apesar do calor, a secagem tem sido feita muito controlada e lentamente – e ainda assim alguns azulejos empenaram. Acho que definitivamente vou abandonar a faiança; pelo que me foi dito, comporta-se melhor com peças rodadas.