DEPÓSITO/RESERVATÓRIO/CONTENTOR

Há coisa de um mês fui a uma visita guiada à horta da Faculdade de Ciências de Lisboa e confesso que desde aí tenho andado obcecada com a ideia de manufacturar pequenos vasos, marcadores para plantas, medidores de humidade da terra e qualquer coisa que rentabilize a rega, não só no dia-a-dia, mas principalmente naquelas alturas em que uma pessoa está fora de casa.

Ainda em fase experimental – muito experimental -, tirei hoje do forno este pequeno contentor em terracota, baseado numa técnica de rega ancestral, com mais de 4000 anos, que permite manter o solo sempre irrigado, limitando o consumo de água de uma forma sustentável.

Inspirada pelas antigas Ollas – maravilhosas! – a ideia é enterrar este cone dentro do solo, apenas com a boca de fora, e enchê-lo com água. Ao ser porosa, a terracota vai libertando a água para a terra de uma forma constante e sem excesso, de acordo com o seu grau de humidade e com a necessidade das plantas. Ao regar assim e em profundidade, perto das raízes, consegue-se também poupar uma boa parte da água que muitas vezes se evapora quando a rega é feita à superfície.

Para já estou muito contente com este resultado; agora falta ainda testar uma série de aspectos, como tamanhos e respectivas capacidades de água, encontrar cortiça boa para fazer de rolha e definir um nome para isto.


 

ERVAS-DE-CHEIRO

P1110237

Finalmente decidi-me a fazer alguma coisa com as peças cilíndricas em barro refractário que fiz quase há três meses e que ali ficaram a secar – literalmente – desde então, enquanto fui pensando que volta lhes havia de dar. Se já tinha chegado à conclusão que seriam uns vasos para plantas – até lhes fiz um furo -, estava muito indecisa quanto à sua decoração e confesso que esta solução estava longe de ser a prevista inicialmente. Acontece que o meu método de trabalho é bastante particular e depois de andar este tempo todo a pensar numa coisa – que não me convencia – acabei por fazer outra totalmente diferente – que ainda não sei se me convence; mas pronto, agora já está. Se resultar, serão uns vasinhos de interior para meter ervas-de-cheiro.

CILINDROS

P1100787

Hoje resolvi fazer umas peças cilíndricas.

Ainda não sei para o que é que servem, nem como é que as vou decorar, nem se as dimensões estão bem – o meu método de trabalho é sui géneris. Ando com vontade de começar uma série para jardim e parece-me que estas formas vão ser os meus primeiros vasos.

Está decidido; vou-lhes fazer um furo.