Comecei a fazer a parte chata da minha nova produção de azulejos; ou seja, a produção, propriamente dita. Fazer as lastras em barro, encher os moldes um a um – cuidadosamente, para que os relevos saiam perfeitos – tirar os azulejos dos moldes, metê-los a secar e controlar a secagem diariamente. Um trabalho moroso, que tem de ser caro, claro está e ninguém nesta altura dos acontecimentos tem dinheiro para gastar nestas coisas – não sei por que raio é que me meti nisto.
De qualquer modo não preciso de muitos, talvez uns doze de cada um; a ideia para já é começar a fazer um pequeno catálogo que sirva para trabalhar apenas sob encomenda – está fora de questão ter um stock aqui na oficina.


