BACO

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Acabei de entregar o painel de azulejos manuais com um Baco sentado numa pipa de vinho, que pintei para uma pequena adega particular numa quinta em Pegões – e que já tinha mostrado o esboço aqui.

De acordo com a encomenda, o painel deveria medir cerca de 90x60cm; na pipa deveria estar escrito “Vinho do Javali” e o desenho deveria ter uvas, muitos cachos de uvas.

O painel foi entregue e o cliente está muito satisfeito – “tem mesmo ar de festa!”, que acho que era o que ele queria.

ESBOÇO

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Comecei a trabalhar no desenho para uma nova encomenda que tive aqui há umas duas ou três semanas – um painel de azulejos para a parede de um lagar, numa pequena adega privada.

O painel tem de ser feito com chacotas manuais e o motivo foi mais ou menos deixado ao meu critério, mas podia ser “qualquer coisa como um Baco e uvas, muitos cachos de uvas”, pintado a azul e branco.

Estive a pensar e acho que vou usar também manganés – fica bem nos cachos de uvas.

 

ORÇAMENTOS

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Mais uma vez fui contactada por causa do conjunto azulejar do Padrão do Sr. Roubado, existente aqui mesmo às portas de Lisboa,  a caminho de Odivelas.

Pelas minhas contas esta será a terceira vez que faço um orçamento para intervir nestes azulejos – se não me engano, a primeira foi há uns bons dez anos e na altura a câmara municipal pediu-me um orçamento para uma intervenção de conservação e restauro in situ de todo o conjunto azulejar, que já então se encontrava em mau estado de conservação. Depois, nada; – nem sequer uma única resposta de “obrigado” – e a coisa caiu no esquecimento, pelo menos no meu. Anos mais tarde, volta a câmara municipal a pedir-me outro orçamento; desta vez para a manufactura integral de réplicas de todo o conjunto azulejar, que continuava em muito mau estado de conservação e a piorar dia após dia. Depois, nada; – nem sequer uma palavrinha a agradecer – e a coisa ficou esquecida, pelo menos, na minha cabeça. Anos mais tarde, há cerca de um mês, recebo um novo pedido de orçamento; desta vez através de uma empresa de conservação e restauro a quem é pedido um preço para levantar todo o conjunto azulejar da parede, que se encontra em péssimo estado de conservação e também para a manufactura e substituição integral por réplicas de todos os azulejos.

O orçamento foi entregue a semana passada, espero que aos três seja de vez – para mim ou para qualquer outra pessoa; para já o importante é preservar aquele conjunto único de 12 painéis de azulejos do séc XVIII, que contam a história do furto do Santíssimo Sacramento do Mosteiro de Odivelas, em 1671 e que se encontra em tão mau estado de conservação.

ESBOÇO

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Comecei um novo projecto esta semana; desta vez uma encomenda que tive de um pequeno painel de 4×3 azulejos com uma árvore genealógica para uma família numerosa – 22 pessoas no total.

Há algum tempo que ando a pensar no que fazer, mas não me consigo decidir – ok, uma árvore, sim; mas como e de que tipo e como encaixar nela três gerações de pessoas de uma forma lógica  de modo a que o painel fique harmonioso e dentro das medidas dadas. Só há coisa de dois ou três dias, após alguns desenhos falhados, é que consegui começar a ter uma ideia mais concreta. Para já, o esboço quase final – ainda tenho de rever algumas coisas.

OS CAVALOS A CORRER, AS MENINAS A APRENDER.

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Está pronto e entregue o painel dos cavalos que estive a fazer há cerca de duas semanas para a tal parede com um bebedouro para cavalos.

Nunca tinha pintado um painel deste género – nem gosto especialmente de fazê-lo – e depois deste terminado, aprendi algumas coisas:

  • Nunca começar a pintar um painel sem ter um projecto/maquete completamente pensado e desenhado;
  • Ampliar sempre o desenho para as proporções desejadas e picotar os estregidos com os tamanhos reais – é uma seca, mas dá jeito e faz sentido;
  • Se a dimensão do painel for maior do que a do taipal, não vale a pena tentar montá-lo lá todo de uma vez a ver se, por milagre, afinal sempre cabe (porque, claro, os pontos anteriores não foram tidos em atenção);
  • O painel não cabe no taipal, pronto; pinta-se por partes – nunca começar pelas fiadas de baixo primeiro do que as de cima, nem pelas da direita antes do que as da esquerda e muito menos pelas do meio e depois o resto que falta no fim;
  • Não improvisar/inventar/criar/pintar nada directamente nos azulejos sem que antes tenha sido bem pensado – depois dá asneira e remediar não é fácil (novamente aqueles pontos);
  • Não andar a montar e a desmontar constantemente azulejos com o vidrado crú no taipal – perde-se muito mais tempo do que se se pintasse por partes organizadas e há sempre uns pedaços de vidrado que saltam;
  • Não pensar que se demora só três ou quatro dias a fazer o painel e depois é o dobro.

No domingo entreguei-o ao cliente, que me disse “está lindo”. Agora espero pela fotografia com ele aplicado na parede, que foi para isso que o fiz.

 

SÉC. XVII

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Comecei agora a trabalhar numa nova encomenda: desta vez trata-se de cerca de 150 réplicas de azulejos de padrão 4×4 do séc. XVII  – o meu preferido  -, que irão colmatar as lacunas existentes no Tanque Grande do Parque de Monserrate, em Sintra.

AGUADAS, MÉDIOS E FORTES.

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Terminei a pintura do painel com cavalos que me ocupou estas duas últimas semanas – confesso que demorei mais tempo do que aquele que tinha previsto. Isto de pintar assim um painel de raiz, todo a azul e branco, não é nada fácil e a certa altura já estava toda baralhada com as diferentes tonalidades das aguadas, dos médios e dos fortes e já não tinha a certeza se deveria dar o assunto por encerrado, ou se, por outro lado, ainda estaria longe do final.

Na verdade ainda não tenho essa certeza. Mas agora os azulejos estão no forno e depois de amanhã já vou saber.