
Ontem fui a uma reunião no 88, para preparação e previsão do início da segunda fase do trabalho, a do assentamento dos azulejos. Cheguei à hora marcada, – que eu gosto de ser pontual – e fui recebida pelo engenheiro sub-chefe, que me abriu a porta a falar ao telemóvel e me fez sinal para eu entrar. Ali fiquei, sentada à espera que ele tratasse dos seus assuntos e também do engenheiro chefe, que era quem queria falar comigo. Passado um bocado entrou o encarregado da obra, que vinha a falar ao telemóvel e que, depois de espreitar para a sala e me cumprimentar com um aceno de mão, tornou a sair, fechando a porta. Eu lá continuei sentadinha no mesmo lugar, a fingir que não estava a ouvir a conversa, até que algum tempo depois aparece finalmente o engenheiro-chefe, muito atarefado a tratar de imensas questões pelo telemóvel. A reunião foi decorrendo entre telefonemas para aqui e telefonemas para ali e a dada altura senti-me um bocado parva por insistir em manter-me na área do restauro e não na das telecomunicações. Finalmente fomos dar uma volta pelo prédio, que está caótico, com imensas equipas a trabalharem ao mesmo tempo e o engenheiro-chefe disse-me para eu estar preparada para arrancar a meio da semana que vem, apesar de eu não perceber bem por onde e acho que ele também não. Depois disto fui dispensada da reunião e saí de lá com muito mais questões do que quando entrei… Acho que lhes vou ligar.