Continuo a fazer as chacotas manuais para as réplicas dos azulejos da Igreja da Ota. Segundo as nossas contas, vão ser precisas cerca de 120, mas, pelo sim, pelo não, vou fazer umas 140, assim já há uma margem para enganos ou para qualquer azar. Estou a fazer tudo muito de-va-ga-ri-nho, que já não posso com os braços. Se estivesse com o tempo contado, lá teria de acelerar e, provavelmente, hoje já tinha tudo feito, mas assim vou com calma para não cair para o lado sem me mexer. Portanto, neste momento, já há 50. Tenho estado a fazer pilhas de dez, para o barro ir secando devagar e sem empenos. E amanhã, quando chegar, a primeira coisa a fazer é virar as placas todas ao contrário. E depois é continuar a amassar…
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CALOS NAS MÃOS
Comecei a fazer as chacotas manuais para as réplicas dos azulejos da igreja da Ota. Ufa! Já há algum tempo que não amassava barro e estou a suar em bica, apesar de nem estar assim tanto calor! Este processo é do mais artesanal que existe, o que tem a sua piada e confere aos azulejos um aspecto mais semelhante aos originais; no entanto, a idade já não o vai permitindo! Tenho de ganhar algum dinheirinho e ver se invisto numa fieira e, já agora, numa máquina de fazer lastras (como é que vão caber aqui na oficina é que não sei, mas depois se verá). Os meus calinhos de estimação, que estavam tão quietinhos, é que já se começam a manifestar da pressão que eu faço no rolo da massa. E ainda só vou nas 30 chacotas…
BARRO VERDE
Vou começar a fazer cerca de 150 chacotas manuais para um trabalho de restauro dos azulejos da Igreja da Ota. O trabalho começou quase há um ano e entretanto ficou parado, já há uma série de meses, para obras na nave central e também na cobertura da igreja. Comprei estes pacotes de terracota ainda antes do verão, para começar a fazer as chacotas, mas entretanto comecei a entusiasmar-me com as minhas peças e com as feiras e nunca mais peguei nisto. Não há ainda nenhuma previsão para recomeçar os trabalhos de assentamento dos azulejos que tirámos da parede, mas é melhor eu começar a tratar de fazer as réplicas o quanto antes, para poderem secar à vontade e eu ter tempo para fazer experiências de cor com calma. Se tudo correr como é habitual, o padre há-de telefonar de repente e diz-nos para ir logo no dia seguinte… e depois é o stress do costume. O barro já está a ficar verde e, se não me ponho a pau, eu também.
OH NÃO!
Partiram-se no forno todos os azulejos que eu pintei! Dois dias de trabalho pró maneta! Eram uma encomenda de réplicas para um trabalho de restauro de uma colega. As chacotas que me foram fornecidas eram de má qualidade e não aguentaram a temperatura. De uma caixa de 35 aproveitaram-se 5! Das quais 3 eram experiências de cor… Nada mau!



