PADRONAGEM AZUL E AMARELA.

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Acabei ontem de pintar as 150 réplicas de azulejos de padronagem 4×4 do séc. XVII que fiz para colmatarem as lacunas existentes no tanque grande dos jardins do Palácio de Monserrate, em Sintra – os últimos 40 cozeram esta noite e estão ainda no forno.

Para atalhar o processo de manufactura – foi-me pedida urgência na entrega, os trabalhos de restauro estão já a decorrer -, utilizei chacotas manuais de compra e depois cada azulejo foi vidrado e pintado à mão, utilizando diferentes tonalidades de vidrado branco e de pigmentos azul e amarelo. Como os originais.

VERDES E VERMELHAS

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Hoje desenfornei as réplicas dos azulejos de estampilha com estrelas verdes e vermelhas que fiz para a sala de jantar do Palácio da Pena – e, ao contrário do que receava, saíram todos bem, o que é sempre um alívio.

Estão prontas a ser entregues e é este o aspecto que vão ter na parede, entre os azulejos originais.

Sala de jantar

ESTAMPILHAS

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Tenho andado sem mãos a medir nestes últimos dias: para além das réplicas dos azulejos de padronagem do séc XVII que tenho estado a pintar para Monserrate, pediram-me também, na mesma encomenda, 60 réplicas de azulejos de estampilha para colmatar as lacunas existentes na sala de jantar do Palácio da Pena.

São mesmo engraçados estes azulejos de figura avulsa, fornecidos pela Fábrica Roseira em 1867: medem 8,5cm x 8,5cm e têm uma estrela pintada, ora verde, ora rosa – eu tenho de fazer 30 de cada. A sala de jantar do Palácio está revestida integralmente com eles, paredes e tecto e, posso estar enganada, mas quer-me bem parecer que o D. Fernando II se inspirou nos azulejos relevados seiscentistas existentes nas capelas manuelinas dos jardins do Palácio, originais do antigo convento – os quais eu também fiz umas réplicas há um ano e que na altura falei aqui. Não fazem lembrar?

SÉC. XVII

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Comecei agora a trabalhar numa nova encomenda: desta vez trata-se de cerca de 150 réplicas de azulejos de padrão 4×4 do séc. XVII  – o meu preferido  -, que irão colmatar as lacunas existentes no Tanque Grande do Parque de Monserrate, em Sintra.

VISTA DE LISBOA, 1940

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Fui hoje entregar os azulejos que me faltavam ainda fazer para o Miradouro de Santa Luzia, desta vez dez réplicas figurativas para o painel da Vista de Lisboa, da autoria de Joaquim Martins Barata, datado de 1940.

Se fazer réplicas para integrarem lacunas em painéis figurativos nunca é muito simples, neste caso a coisa foi ainda um pouco mais complicada uma vez que todos os entornos dos azulejos em falta que eu precisava se encontravam na parede, demasiado difíceis para serem levantados sem colocar em causa o seu estado de conservação. E assim, para além do acerto de cores e tonalidades de vidrados e tintas, tive de completar desenhos, linhas e manchas cromáticas e pintar as réplicas em falta de acordo com o traço, marcação e tipo de pincelada original através das fotografias que tirei no local – um pouco por aproximação e erro, à distância.

Hoje fui ao miradouro entregar e comparar os azulejos que fiz com os restantes na parede. Assim de repente parecem-me bastante bem integrados; talvez tenha de repetir um ou dois que ficaram um pouco mais claros do que os originais – espero eu, mas aguardo o parecer da fiscalização da obra.

Vim de lá bastante tranquila, mais do que esperava.

ESFERAS ARMILARES

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Entreguei as réplicas das Esferas Armilares em aresta-viva para a fonte do Miradouro de Santa Luzia – tal como esperava demorei um pouco mais do que o tempo previsto, mas em dez dias era tudo demasiado apertado, contando que tive de fazer um molde que teve de secar; depois tirar o número de exemplares pedido, que também tiveram de secar sem empenar;  fiz experiências de vidrados para acerto de cores e ainda tive de cozer as chacotas e por fim vidrá-las e cozer os vidrados.

Os tons não estão iguais, iguais; mas fiquei mais tranquila quando os responsáveis pela fiscalização da obra me disseram que réplicas são réplicas e que não se pretende enganar ninguém – um ponto de vista mais do que correcto do ponto de vista da conservação e restauro.

Agora fico à espera de ver como ficam na parede.

CRÚS

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Estão pintados os azulejos de figura avulso para o Miradouro de Sta. Luzia. Tive alguma dificuldade em encontrar chacotas indústriais semelhantes às originais, 15x15cm e 8mm de espessura; assim tão de repente e com urgência, não havia no fornecedor – que só tinha daquelas horrorosas mais finas, que apesar de serem da mesma dimensão, não são bem a mesma coisa quando colocadas na parede – mas lá consegui contornar o problema.

Hoje vão a cozer e na quinta-feira saem directamente do forno para irem para a parede. Isto se estiver tudo bem com as cores, porque pintar baseada em fotografia não me deixa muito convencida.

AZUL E BRANCO

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A par dos azulejos de aresta-viva com as esferas armilares, tenho andado também a tratar das experiências de cores para as réplicas dos de figura avulso existentes nos bancos do Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – baseada em pequenos fragmentos que me foram entregues e que variam de tonalidades entre eles. Quer-me parecer que o mais sensato seja usar dois vidrados brancos diferentes, para as réplicas se diluírem no meio dos originais… Enfim, resultados, agora só amanhã.

ARESTA-VIVA

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Na quinta-feira passada fui contactada para fazer algumas réplicas de azulejos para o Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – o que veio mesmo a calhar, uma vez que estava sem trabalho de novo.

Tratam-se de alguns azulejos de aresta-viva com a esfera armilar, algumas figuras avulso 15x15cm e ainda meia-dúzia de azulejos figurativos manuais para colmatarem as lacunas da fonte, dos bancos e do painel com a vista de Lisboa existentes lá no Miradouro.

O que não dá jeito nenhum é o prazo curtíssimo que tenho para entregar principalmente as esferas armilares e as figuras avulso – dia 16 deste mês convinha que estivessem na parede e não gosto de começar um trabalho já em stress com o prazo.

Apesar de não serem muitas unidades de cada tipologia, preocupam-me sobretudo  os de aresta-viva, que para além da manufactura do molde, ainda há todo o processo  de execução de chacotas, que têm de secar controlada e lentamente o mais rápido possível, para que não empenem nem se partam durante a primeira cozedura e depois ainda a vidragem e a pintura e depois ainda a segunda cozedura.

Hoje tirei do forno as primeiras experiências de cores de vidrados; para já, parece-me que estou no bom caminho. Mas estou a achar isto tudo muito apertado.

AZULEJOS

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De volta aos meus azulejos.

Tenho andado ocupada a fazer chacotas manuais de diferentes tamanhos e feitios e a pintar frisos, cercaduras, figuras avulso, patronagens pombalinas, animais, enfim; réplicas de motivos vários retirados da azulejaria tradicional portuguesa em geral, as quais tenciono misturar aleatoriamente e formar pequenos painéis de azulejos.

E depois penso no que fazer com eles – para já, produzir.