CONDE DE ESPICHEL

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Aristocrata lisboeta do séc XVIII.

Apreciador da vida mundana e de gostos requintados, tem tiques de linguagem como «Oh la la!», «Et voilá!» e «Précieux», que está sempre a aplicar.

O famoso Salon Musical et Littéraire, do qual é anfitrião regular, recebendo músicos, poetas e artistas na Chambre Bleu da sua residência de Belém, recostado num leito,ao estilo do século anterior, serve-lhe de refúgio às maneiras rudes da corte portuguesa – uns brutos! – e às intrigas políticas com as quais não se quer envolver.

HÁ SARDINHAS

Em tempo record, talvez umas dezasseis horas mal contadas a partir de sexta-feira passada, consegui desenhar duas propostas de sardinhas para o Concurso Sardinhas Festas de Lisboa’12, baseadas na azulejaria portuguesa (claro…). Na verdade, diga-se de passagem, a primeira proposta demorou-me aproximadamente o triplo do tempo a desenhar do que a segunda – um fim-de-semana intenso e muito bem passado, às portas de Lisboa, felizmente com muito sol e boa luz! – mas, in-extremis, resolvi arriscar também e fazer a segunda, que, no fim de contas, até tinha sido a minha ideia inicial. Mas estou satisfeita, gosto delas; acho que ficaram muito bem! E ainda consegui entregar as duas dentro do prazo, no último dia; ou não fosse eu como a sardinha, tipicamente portuguesa. Quanto ao prémio – prémios! – não sei quais são os critérios, mas dar-me-ei por satisfeita se conseguir ser seleccionada para integrar a exposição dentro do cardume das 150 seleccionadas. É claro que uns €€€ extra me dariam muito jeito, mas, se não acontecer nada, levanto os desenhos e já tenho rumo para eles. Aguardemos.