EXPERIÊNCIA

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Aproveitando algum barro que ali tenho e ainda antes de ir comprar mais, hoje fiz, à experiência, esta nova peça que já tinha pensado há algum tempo – no seguimento dos solitários que já tinha feito e depois abandonei. Uma jarra – que eu gosto de dar funções às minhas peças. Não me parece mal de todo. Mas talvez um pouco maior.

LINHA SETECENTISTA

Estas são as primeiras amostras das minhas peças da linha Setecentista. Enfim, dizer «linha» nesta fase talvez seja um pouco exagerado; «segmento de recta», para já, está mais apropriado… Tal como eu receava, duas das taças altas saíram mal e também dois solitários. Vão ter que ficar aqui na oficina, a contribuir para o resto de entulho que cá guardamos, à espera que um dia se faça alguma coisa com ele. Mas apesar de tudo, estou satisfeita. Gosto especialmente das peças com as letras e acho que percebi o que correu mal … Apesar de não estarem perfeitas, levo todas as outras já hoje para a Feira Setecentista de Queluz (a propósito, arranjaram-me uma banca deles!), sempre são cinco pratinhos, quatro solitários e três taças altas. Juntando ao resto das peças que me sobraram das outras feiras, acho que vou ter uma banca compostinha! Agora, mais uma vez, é carregar tudo para o carro e depois descarregar tudo na feira, esperando não destilar com esta caloraça… Lá vou!

TEMPO CONTADO

Fiz cinco pratinhos e cinco taças altas novas. E ainda mais seis solitários. Este barro é novo, tem chamote mais fina, não sei bem como vai resultar, mas não havia o que eu costumo trabalhar. Por um lado, talvez até seja melhor, pois quero pintar os motivos como se fossem fragmentos de azulejos ou faiança e o grão mais fino facilita. Já tenho esta ideia há muito tempo, para possíveis peças para pôr à venda no Museu do Azulejo. Tenho o tempo contado, se as quiser levar à Feira Setecentista, no fim da próxima semana e ainda falta quase tudo: secar, lixar, cozer, vidrar e pintar, cozer novamente. Acho que vou ter de acelerar o processo nalguma fase…

PEÇAS NOVAS

Resolvi ir à Feira Setecentista de Queluz, no fim deste mês. É verdade que eu tinha dito que não ía, quando a Câmara Municipal de Sintra me convidou para participar; aleguei que as minhas peças tinham sido idealizadas para as feiras medievais e que eu achava que não se adaptavam a este novo tema. Também é verdade que ainda lhes disse que, embora tivesse já umas ideias, não tinha tempo suficiente para fazer peças novas, mas que para o ano contassem comigo. Só que pensei melhor, falei com a Câmara e afinal vou. Vou, «mas só com estas peças que restam, não gasto nem mais um tostão em barro!»

Hoje fui comprar barro. Foram só dois pacotinhos… Fiz peças novas. Tem estado calor e talvez elas sequem. Domingo, no máximo, têm de ser enfornadas. Como não tenho muito tempo para experimentar ideias novas, continuo na mesma linha das que já tenho, mas com uma decoração diferente. Azul e branca, como na época áurea da azulejaria portuguesa do séc. XVIII.

Entretanto, espero não mudar de ideias mais vez nenhuma.

A MINHA PRIMEIRA PRODUÇÃO CERÂMICA!

Que emoção! Aqui está tudo o que selecionei para levar para Elvas, o resultado destes dois últimos meses de trabalho e primeiros neste caminho das artes do fogo! Entre muitas experiências, cerca de 120 peças – taças de vários tamanhos, pratinhos, solitários e placas relevadas. Fora os diversos, tais como cartões, etiquetas, fita-cola, tesoura, sacos e papel de embrulho e claro, caixinha para trocos, já com algumas moedas e duas ou três notas pequenas. E um pano para forrar a bancada, mesmo não sabendo as medidas. Acho que não me esqueci de nada… mas amanhã é que vou ver. Agora é empacotar isto tudo e carregar o carro! Ufa!…

RENDEU, RENDEU!

Estou contente com o meu dia de hoje! Vidrei todas as taças e tacinhas e ainda arrisquei vidrar também os solitários maiores… Fico nervosa com esta questão dos vidrados, penso sempre que as peças vão sair mal… Mas amanhã forno com elas! E pronto! Acho que já tenho um conjunto simpático para levar para a Feira Medieval de Elvas… se eu for, claro! A dúvida continua.