90 BOLINHAS

Tenho andado bastante atarefada com as várias peças que pretendo levar para a feirinha de Natal que vou fazer em meados de Dezembro – já tenho muitas, mas o problema é que quanto mais produzo, mais ideias tenho e mais peças faço; ou seja, isto assim corre o risco de nunca mais acabar e tenho de pôr um ponto final algures. Hoje vou começar a modelar as minhas tacinhas coloridas em barro refractário, que sempre tiveram algum sucesso. E acho que fico por aqui: não me posso esquecer de contar com os tempos da secagem, nem das jornadas a fazer os acabamentos finais e depois de enchacotá-las todas, ainda tenho de vidrá-las, pintá-las e fazer as segundas cozeduras. Mas sem stress; para já, para já, parece-me que está tudo controlado.

ÚLTIMOS PREPARATIVOS

No próximo sábado vou participar no Mercado de Texturas e Cores, promovido pela Biblioteca Camões no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia. Como a obra lá no 88 está a decorrer sem grandes percalços – se exceptuarmos o facto de ontem ter havido uma inundação pela escadaria abaixo -, hoje vou ficar a fazer serão aqui na oficina para ultimar as coisas que quero levar: preparar os meus cartões pessoais, vidrar e enfornar mais algumas tacinhas e placas relevadas e colar alfinetes nas pregadeiras. A sorte é que vou ter uma banquinha mínima, pois tenho pouco material e assim ela fica cheia facilmente. Estou animada, o evento é giro e o lugar não podia ser melhor; mesmo que venda pouco sempre divulgo o meu trabalho. E esperemos que não chova.

ULTIMA FORNADA

Uf! Tirei agora mesmo as ultimas peças do forno, mesmo a tempo de ir para a Feira Medieval de Sintra. Saíram todas bem! Acho que já estou a melhorar com os vidrados… Doze placas relevadas, doze tacinhas e uma taça alta. E já não tenho mais barro! Nem mais nenhuma feira em vista, para já. Espero vender bastante, estou a precisar do dinheiro. Se não, pelo menos divulgo o meu trabalho, o que é sempre bom. E oiço opiniões… Já tenho tudo pronto, só falta carregar o carro e fazer-me à estrada. Hoje a feira abre às 18h, mas as coisas têm de estar montadas duas horas antes. Espero que não chova, o tempo está esquisito e em Sintra nunca se sabe…

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!

Ter ído a Elvas, entre outras coisas que aprendi, trouxe isto de bom: disseram-me que eu deveria tentar ir à Feira Medieval de Sintra, ainda este mês. Nem fazia ideia que essa feira existia. Entrei em contacto com a Câmara de Sintra e enviei-lhes o blog, para verem o meu trabalho. E aceitaram-me! Sintra significa Património e Património interessa-me! Estou muito contente, acho que as minhas peças nesta feira poderão ter uma outra visibilidade bem diferente do que em Elvas. Resolvi fazer rapidamente e com o pouco barro que me restava, uma série de tacinhas (que sempre vão tendo saída) e também uma pequena colecção das aplicações que eu uso nas taças grandes, para lhes colocar uns ímanes atrás. Acho que podem ficar bem giros e podem-se vender barato ou até oferecer… Nada como um objectivo para a cabeça começar logo a funcionar a mil!

A parte melhor de todas, foi ter recebido outro telefonema, também da Câmara de Sintra, a convidarem-me para participar numa feira setecentista que vai haver no fim de Julho ao pé do Palácio de Queluz! Eu nem imaginava que havia feiras setecentistas! Bom, tive de recusar o convite, com muita pena minha, mas não tenho nenhum material pensado nesse sentido… Apesar de já muitas ideias, algumas antigas, começarem agora a ganhar consistência! Para o ano contam comigo, porque «as suas peças são muito bonitas!» É claro que, agora, estou aqui sentada sózinha, mas de sorriso na cara…

Aproveitando ainda a experiência da outra feira, fiz também uns pequenos suportes para meter os preços das peças, assim não vão ter hipóteses de voar!

A MINHA PRIMEIRA PRODUÇÃO CERÂMICA!

Que emoção! Aqui está tudo o que selecionei para levar para Elvas, o resultado destes dois últimos meses de trabalho e primeiros neste caminho das artes do fogo! Entre muitas experiências, cerca de 120 peças – taças de vários tamanhos, pratinhos, solitários e placas relevadas. Fora os diversos, tais como cartões, etiquetas, fita-cola, tesoura, sacos e papel de embrulho e claro, caixinha para trocos, já com algumas moedas e duas ou três notas pequenas. E um pano para forrar a bancada, mesmo não sabendo as medidas. Acho que não me esqueci de nada… mas amanhã é que vou ver. Agora é empacotar isto tudo e carregar o carro! Ufa!…

RENDEU, RENDEU!

Estou contente com o meu dia de hoje! Vidrei todas as taças e tacinhas e ainda arrisquei vidrar também os solitários maiores… Fico nervosa com esta questão dos vidrados, penso sempre que as peças vão sair mal… Mas amanhã forno com elas! E pronto! Acho que já tenho um conjunto simpático para levar para a Feira Medieval de Elvas… se eu for, claro! A dúvida continua.

TACINHAS E CARIMBOS

Fiz uma série de 30 tacinhas pequenas, em barro refractário. Vou vidrá-las por dentro. Pela minha experiência, sei que se vendem bem, até porque são baratinhas… Estas são um pouco diferentes das que já fiz uma vez, resolvi aplicar-lhes um carimbo do lado de fora. Acho que resultam.

Isto ainda a pensar na Feira Medieval de Elvas, que continuo sem saber se vou…