ESFERAS ARMILARES

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Entreguei as réplicas das Esferas Armilares em aresta-viva para a fonte do Miradouro de Santa Luzia – tal como esperava demorei um pouco mais do que o tempo previsto, mas em dez dias era tudo demasiado apertado, contando que tive de fazer um molde que teve de secar; depois tirar o número de exemplares pedido, que também tiveram de secar sem empenar;  fiz experiências de vidrados para acerto de cores e ainda tive de cozer as chacotas e por fim vidrá-las e cozer os vidrados.

Os tons não estão iguais, iguais; mas fiquei mais tranquila quando os responsáveis pela fiscalização da obra me disseram que réplicas são réplicas e que não se pretende enganar ninguém – um ponto de vista mais do que correcto do ponto de vista da conservação e restauro.

Agora fico à espera de ver como ficam na parede.

CRÚS

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Estão pintados os azulejos de figura avulso para o Miradouro de Sta. Luzia. Tive alguma dificuldade em encontrar chacotas indústriais semelhantes às originais, 15x15cm e 8mm de espessura; assim tão de repente e com urgência, não havia no fornecedor – que só tinha daquelas horrorosas mais finas, que apesar de serem da mesma dimensão, não são bem a mesma coisa quando colocadas na parede – mas lá consegui contornar o problema.

Hoje vão a cozer e na quinta-feira saem directamente do forno para irem para a parede. Isto se estiver tudo bem com as cores, porque pintar baseada em fotografia não me deixa muito convencida.

AZUL E BRANCO

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A par dos azulejos de aresta-viva com as esferas armilares, tenho andado também a tratar das experiências de cores para as réplicas dos de figura avulso existentes nos bancos do Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – baseada em pequenos fragmentos que me foram entregues e que variam de tonalidades entre eles. Quer-me parecer que o mais sensato seja usar dois vidrados brancos diferentes, para as réplicas se diluírem no meio dos originais… Enfim, resultados, agora só amanhã.

ARESTA-VIVA

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Na quinta-feira passada fui contactada para fazer algumas réplicas de azulejos para o Miradouro de Sta. Luzia, em Lisboa – o que veio mesmo a calhar, uma vez que estava sem trabalho de novo.

Tratam-se de alguns azulejos de aresta-viva com a esfera armilar, algumas figuras avulso 15x15cm e ainda meia-dúzia de azulejos figurativos manuais para colmatarem as lacunas da fonte, dos bancos e do painel com a vista de Lisboa existentes lá no Miradouro.

O que não dá jeito nenhum é o prazo curtíssimo que tenho para entregar principalmente as esferas armilares e as figuras avulso – dia 16 deste mês convinha que estivessem na parede e não gosto de começar um trabalho já em stress com o prazo.

Apesar de não serem muitas unidades de cada tipologia, preocupam-me sobretudo  os de aresta-viva, que para além da manufactura do molde, ainda há todo o processo  de execução de chacotas, que têm de secar controlada e lentamente o mais rápido possível, para que não empenem nem se partam durante a primeira cozedura e depois ainda a vidragem e a pintura e depois ainda a segunda cozedura.

Hoje tirei do forno as primeiras experiências de cores de vidrados; para já, parece-me que estou no bom caminho. Mas estou a achar isto tudo muito apertado.

AZULEJOS

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De volta aos meus azulejos.

Tenho andado ocupada a fazer chacotas manuais de diferentes tamanhos e feitios e a pintar frisos, cercaduras, figuras avulso, patronagens pombalinas, animais, enfim; réplicas de motivos vários retirados da azulejaria tradicional portuguesa em geral, as quais tenciono misturar aleatoriamente e formar pequenos painéis de azulejos.

E depois penso no que fazer com eles – para já, produzir.

MOLDURA

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Finalmente consegui acabar – e entregar e montar – o projecto da moldura em azulejos que me encomendaram aqui há uns tempos para o espelho de um balneário de piscina e que entretanto tive de interromper, mas que já tinha falado aqui antes.

Depois de dar muitas voltas à cabeça, acabei por utilizar chacotas  indústriais, cortadas de diferentes tamanhos, de modo a perfazer as dimensões pretendidas – 70x55cm – e vidrar umas com azul cobalto transparente de modo a contrastarem com as outras, pintadas com tintas de alto fogo sobre vidrado branco.

O clássico azul e branco – mas um pouco diferente.

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Mais fotos na minha página da Tardoz, no facebook.

GOETHE-GARTEN

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Está terminado o assentamento do painel de azulejos que fiz sob encomenda para o lago do jardim do Goethe-Institut, em Lisboa.

O pedido foi-me feito há cerca de um mês e fui logo avisada de que havia alguma pressa, convinha que tudo – leia-se manufactura e assentamento – estivesse pronto dia 27 de Maio. E pretendia-se movimento, algo com movimento.

Em tempo record e apesar da pouca experiência que tenho em fazer painéis de raiz e muito menos tão livres como este, consegui fazer o projecto, organizar, pintar e cozer 920 azulejos. E ainda coordenar o assentamento. E acabar dois dias antes do fim do prazo.

Estou muito satisfeita! Agora só falta juntar a água.

(Já agora aproveito para agradecer o contacto à Julinha, a ajuda ao Adrian  e a estereotomia ao Pedro!)

NO LAGO

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Cansada e empoeirada demais para escrever a esta hora. Mas ainda assim bastante satisfeita: hoje estive o dia todo a coordenar a montagem do painel de azulejos que andei a pintar em tempo recorde nestas duas últimas semanas.

O lago começa a ganhar outra vida e as pessoas começam a comentar que está muito bonito.

C1

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Quando o B1 encontra o D1 e fecha a volta. E assim está terminada a pintura do painel de azulejos que tenho andado a fazer estes últimos dias. Agora só faltam ainda mais três fornadas.

Para a semana, assentamento na parede. Isto é, no chão – no fundo do lago.

A BOM RITMO

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Faz hoje uma semana que comecei a pintar o painel de azulejos para revestir o fundo de um lago. O prazo é bastante curto – no dia 27 deste mês tem de estar aplicado no chão – e o maior problema prende-se com o ritmo das fornadas; por mais que eu consiga pintar 3m² por dia, ainda assim um a mais do que aquilo que eu tinha previsto, levo sempre azulejos em avanço, uma vez que o forno grande leva apenas 120 azulejos de cada vez, que demoram dois dias entre entrarem e poderem sair já cozidos. Felizmente tenho também o forno pequeno, que leva metade da capacidade, mas que lá vai dando uma ajuda, intercalado com o maior e avança assim com a cozedura de mais sessenta, dia sim, dia não.

De modo que, de há uma semana para cá, não tenho feito outra coisa senão marcar tardozes, montar pequenos painéis de azulejos no taipal, aplicar vidrados de diferentes cores, desmontar pequenos painéis do taipal, limpar vidrados, enfornar azulejos num dos fornos à vez, desenfornar do outro que entretanto cozeu há dois dias e já pode ser desenfornado e recomeçar tudo de novo, consecutivamente e sempre mais ou menos por esta ordem, tendo em atenção que nos entretantos convém ir montando os pequenos painéis já cozidos no chão para confirmar as marcações dos tardozes e também a continuidade das manchas cromáticas.

E a este ritmo tenho neste momento 640 azulejos já cozidos, 120 azulejos no forno e que irão cozer esta noite e ainda cerca de 70 azulejos vidrados e arrumados ordeiramente em ganapos à espera de serem cozidos amanhã. Assim sendo faltam-me apenas dois dias para acabar de vidrar o painel – mas ainda devo ficar a fazer fornadas até ao próximo fim-de-semana.