AZUL E BRANCO

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Comecei hoje mais uma nova encomenda, desta vez cerca de vinte e cinco réplicas de azulejos do séc XVIII – coisa pouca, mas melhor do que nada. Para já, experiências de cor; vidrados base e tintas de alto fogo: três brancos diferentes e seis tipos de azul. Amanhã vão a cozer a 1000º e se nenhum servir, tenho de fazer tudo de novo.

TRANSPARÊNCIAS

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Tenho andado às voltas com as réplicas dos azulejos das Devesas que me pediram para fazer. Já abri as estampilhas das zonas maiores, mas estou aflita com as mais pequenas; são demasiado finas e delicadas e não consigo abrir os motivos – isto já nem com óculos vai lá – por isso acho que os vou pintar à mão, um a um; o que aumenta o trabalho, claro.

Já fiz algumas experiências de cor, do vidrado base e das tintas. Descobri agora que a produção da Fábrica das Devesas se caracteriza por pintar os motivos directamente sobre a chacota e depois aplicar um vidrado transparente por cima – o que tem todo o ar de acontecer neste caso -, mas eu irei pintar normalmente com tinta de alto fogo sobre o vidrado base estanífero; as chacotas industriais que uso são demasiado rosadas para se assemelharem ao tom branco de fundo dado pelas chacotas originais destes azulejos e fazer chacotas manuais agora implicaria muito mais tempo do que aquele que tenho até ter de entregar a encomenda, que é já para a próxima semana. E provavelmente nem se vai dar pela diferença.

18 ALCES

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A semana passada fui visitada por um grupo de 18 alces bem-dispostos, apenas de passagem aqui na oficina para um cumprimento e um copo de água, antes de seguirem caminho para as suas casas. Estavam com pressa, o que até me deu bastante jeito – não tinha muito tempo para eles.

DE NOVO NA OFICINA

Enquanto deixo a minha equipa espalhada pelo 88, Museu Militar e Instituto de Medicina Tropical, estou agora de volta à oficina (que está caótica, por sinal…) para começar a fazer as réplicas para o 88. Há dois meses que ando a falar neste assunto, mas pronto; só agora é que finalmente se decidiram a mandar avançar com esta fase, como se se fizessem cerca de 130 azulejos – réplicas, ainda por cima – do dia para a noite: há que tirar todos os desenhos, comprar as chacotas adequadas, fazer experiências de vidrados e tintas, enfornar, desenfornar um dia depois, voltar a fazer ensaios… Enfim, «Isabel, dê prioridade a este assunto!» e lá vai ela, agora, à pressa, meter mãos-à-obra, quando se podia ter feito tudo muito mais tranquilamente…

MANGANÊS

Ando às voltas com estas réplicas de azulejos marmoreados a manganês! Já há muito tempo que cheguei à conclusão que esta é das cores mais chatas de se fazerem: por mais escura que pareça em crú, acaba sempre por aclarar imenso e sair cor-de-rosa! E ainda por cima, a mesma tinta, exactamente a mesma!, varia de fornada para fornada, mesmo que estas sejam iguaizinhas… Provavelmente o defeito será meu, que ainda não atinei com isto. Bom, vou repetir estes azulejos pela segunda vez, os primeiros saíram muito claros do forno e agora optei por juntar  um pouco de óxido de manganês à tinta de alto fogo, vamos ver no que dá. Ufa!… Não ganho só para chacotas…