Tenho pena de não ter conhecido melhor o meu avô Henrique; morreu no dia em que eu fiz cinco anos. Sendo carpinteiro, foi dele que o meu pai herdou uma série de ferramentas lindas, entre as quais este compasso e este esquadro, que eu trouxe ontem emprestados e que muito jeito me vão dar para eu fazer uma peça grande que já tenho aqui na ideia. Fico contente por lhes dar uso e assim, continuidade à memória do meu avô. É engraçado ver como estas ferramentas tão antigas se complementam com a minha nova balança digital, todas com igual importância na elaboração do mesmo trabalho e cumprindo cada uma com o mesmo rigor a função para a qual foi feita.

Filha, fiquei emocionada. O avô Henrique, um bem-disposto, se visse este teu post, certamente diria: bem visto, bem visto, eh, eh, eh.
O pai, quando viu, disse ele também “eh, eh, eh, as ferramentas”, mas também se emocionou. Linda menina e lindo texto.